segunda-feira, março 19, 2007

Vómitos publicitários

Existem publicidades que me deixam com vontade de vomitar e onde a falta de qualidade estica, e muito, os limites do tolerável.
Falo da propaganda a produtos, nos quais se faz uma dobragem da voz. Isto porque se a original fosse mantida, o Zé-povinho como não percebia um cu daquilo, não comprava. Não é que assim perceba, mas soa-lhe bem.
É o caso dos cosméticos em que se emagrece sem mexer uma palha. Além da publicidade em si ser tão fútil que leva o meu cérebro para a senilidade, aquela voz insonsa que é um puro incentivo à estupidez gratuita, atrofia-me o sistema todo. A falta de originalidade é tal, que se o alvo fosse as crianças, desconfio que o “brinquedo” não saía das prateleiras do supermercado!
Pelo amor da Santa, acreditar no pai Natal ainda é como o outro. Agora nestas publicidades que são literalmente um bombardeamento com uma mensagem nas entrelinhas do género: “ligue já! O produto é uma merda mas eu sou mesmo boUa e tenho uma voz de veludo”, isso se calhar é como ter um carimbo “Sou estúpido todos os dias sem feriados!” estampado na testa, e pensar que é só uma comichãozinha sem importância.

Um comentário:

Samuel Gilberto disse...

"...Se calhar é como ter um carimbo «Sou estúpido todos os dias sem feriados!»"
lol. Concordo plenamente! mas os anúncios que eu gosto mesmo, mesmo são aqueles onde foi filmada uma situação "verídica" do género: "desculpe, posso sujá-la com azeite?" Sem ter tempo de dar a resposta, a pobre senhora vê-se com a camisola cheia de azeite, ao que parece, de idioma romeno ou ucraniano. Claro que comigo isso daria direito a um bilhete de ida (e sem volta) ao hospital Santa Maria, mas a donzela despe-se diante das câmaras (ocultas?) e vê a sua camisola ser "lavada" numa alegada máquina de lavar roupa de plástico transparente que funciona a colher de pau. Enfim, como os antigos diriam, a pura essência do azeite...
Ah, gostaria também de referir o alegado anúncio em que a pitinha tá triste por levar mais beijinhos da professora do que os outros (ou lá o que é) por ter a roupa mais branca. Uma evidente discriminação dos sem-abrigo...
Bjs abelha