sábado, setembro 26, 2009

Recordações

Toni Braxton - Spanish Guitar
Velhinha, velhinha. Mas, gira & gira!

domingo, setembro 20, 2009

De volta

Hoje foi dia de fazer as malas e voltar. Voltar para terras Albicastrenses para mais um ano de luta. Por tanto e por tão pouco. Foi dia de trazer quase meio mundo às costas e tornar-me, novamente, a menina da Faculdade.
Por mais que se cresça, há coisas que, dificilmente, mudarão. O friozinho na barriga do primeiro dia. O ter deixar os amigos do costume. O guardar na memória aqueles momentos dos meses de Verão. A incerteza de como será desta vez. Mas, sobretudo, não muda o olhar da minha mãe que se inunda sempre com uma lágrima ao cantinho do olho, quando me deixa e diz, invariavelmente: Filha, qualquer coisa telefona. Não muda isso, nem o ar sempre aprumado do meu pai a fazer-se de forte, porque um homem não chora. Apenas diz: Boa sorte, filha. Até para a semana.
São coisas que ficam.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Cheiros

Há uma pastelaria em Vila Nova de Mil Fontes que poderia muito bem ser a oitava maravilha mundana. Tem os melhores croissants que eu já provei. Quando lá se entra, é impossível não reparar no cheririnho que fica no ar. Aquele cheirinho que apetece meter no bolso e levar para casa.
Foi esse cheiro que o meu cérebro resolveu trazer-me hoje quando acordei. Ainda que esteja a uns largos kilómetros de lá, foi um verdadeiro mimo. Há coisas fantásticas, não há?
P.s: Só tem um defeito: só há empregadas. Carago!

sexta-feira, setembro 11, 2009

Música da boa

Pearl Jam - The fixer*
Já conhecem a nova destes senhores? É esta mesmo. E das boas. Cheira-me que vai ser o yeah, yeah, yeah mais badalado dos próximos tempos.

quinta-feira, setembro 10, 2009

E se...


..fosse sempre assim.

Desaires

Não gosto, particularmente, de Setembro. É áspero. Pouco confortável. Demasiado rígido. Não traz o calor dos três meses que o antecederam. Traz muita chuva. Às vezes, lá por engano, uma ou outra manhã solarenga. Traz o regresso à rotina. Traz a vida de Faculdade. Aquelas manhãs onde estou completamente ensonada a comer um croissant na cantina da Escola, porque acordei em cima da hora e mal tive tempo para comer. Traz noites mal dormidas de habituação a uma ou outra coisa.
Faz-me lembrar aquela música dos Green Day: wake me up when September ends.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Capicua

09-09-09

É só hoje. Diz a matemática dos Chineses que é, por excelência, um dia de sorte. Veremos. Sorte, sorte... é estar este calor e ainda restarem um bocadinho das férias.

Fly... fly... fly...

Shaggy - Fly high
Acordei com esta música a latejar de mansinho o meu cérebro. Fly high era isso que fazia agora. Tipo, jááááá!

quinta-feira, agosto 27, 2009

Recomenda-se

Leiam e releiam. É um mimo. E mais. É de quem sabe escrever. E José Rodrigues dos Santos, mais do que ser jornalista, sabe. Há sempre muito mais num livro que umas linhas. Há pessoas, lugares, cheiros.
Há vida.
Gosto.

terça-feira, agosto 25, 2009

Mudança de gostos

Uma gaja quando vai para a faculdade, deixa de gostar de uma coisas em prol de outras. Se calhar nem é porque vai para a faculdade, é só porque sim. Um desses azedumes é a publicidade típica desta altura do ano, onde chove tudo o que seja material escolar e afins. Surge o retrato inimitável dos miúdos carregados de entulho até à última vértebra, esboçando o sorriso da eterna felicidade.
Detesto, ponto. E, só assim como quem não quer a coisa, cheira-me que os que estiverem, também, na faculdade daqui a uns anos, vão roer os dentinhos com as pilhas infindáveis de apontamentos que têm para ler e reler. Isso, a juntar aos relatórios sempre tão generosos e pequeninos que há a fazer, dá a dose perfeita. Bom, perfeito-perfeito-perfeito, são aquelas noitadas onde depois acabamos por ver que, afinal, existe sempre o lado positivo da coisa.

sábado, agosto 22, 2009

Você, você...

Você não vale nada mas eu gosto de você


Esta é da praxe, tinha de a meter.

terça-feira, agosto 18, 2009

Cinderelas de três palmos

Tenho uma prima com doze anos. Há uma coisa que lhe invejo, por já a ter perdido. Falo da ingenuidade. Daquelas acabadas de arrancar à rabujem de uma noite mal dormida, ou ao batton já esborratado por um beijo dado à pressa.
A igenuidade de pensar que se ama e desama com a mesma velocidade que se come cereais todas as manhãs. A ingenuidade das palavras soltas porque são bonitas e ficam bem ao ouvido. A ingenuidade do eu quero, posso e mando.
Com doze anos, sabe-se tão pouco sobre homens, que, mais uma vez ingenuamente, se pensa que o príncipe encantado pode, mesmo, chegar de cavalo branco para nos ir roubar uma estrela. Acaba por se acreditar nisso com afinco tal, que te torna mesmo um dogma. E, um coraçãozinho, que conhece muito pouco sobre estes dizeres, começa aos poucos a levantar os pés do chão.
Mas, no fim de contas, por entre uma lágrima esborratada ou um sapato de Cinderela perdido algures, nesta idade há uma incrível capacidade de reciclagem. E isso, a natureza esquece-se de ensinar aos mais crescidos.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Coisas

Cada vez me convenço mais que é o hábito o nosso melhor amigo, no que toca a estas coisas de relações. Para bem ou mal, as pessoas não vêm com livro de instrução em anexo. Em vez disso, trazem consigo uma bagagem cheia de medos, convicções e uma série de coisas infindáveis que daria para encher dez baús.
Trazem os legos do seu puzzle. Às vezes, parece que faltam peças para o montar, mas, numa qualquer manhã, de olhos ainda entreabertos e a comer a melhor torrada do mundo, surge aquele sorriso rasgado. Esse, que faltava para completar o puzzle .
Mas, mais de qualquer outra coisa, as pessoas trazem pormenores. Não quaisquer uns, mas os seus. Só seus. E, no fundo, é isso que muda tudo. Um pormenor de um abraço ou o silêncio quando não há mais nada a dizer, faz valer a pena.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Príncipe encantado

" Se está à espera do Dia dos Namorados para arranjar um, não fique sentada. Faça como uma amiga minha que cada vez que sai do carro, vira o retrovisor para o lado do condutor, retoca o batom e diz com uma convicção demolidora o Príncipe pode estar em qualquer lado. E pode mesmo. É uma questão de fé, totalmente arbitrária e alietória, mas pode acontecer. Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí. Isto é o que diz outro amigo meu que por acaso é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por enquanto. Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.
A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d’Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos.
O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Pode ou não ter moto, mas tem quase sempre um cão. Gosta de ler e sai pouco à noite porque prefere ficar em casa a namorar e a ver o Zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica. "

Margarida Rebelo Pinto

O texto tem a minha vénia, roça na perfeição.


sábado, julho 04, 2009

Indefinível



Radio Macau. Cantiga de amor

Correndo o risco de me repetir pela milionésima vez, mas já repetindo, esta música é algo de extraordinário. Sabe a sentimento. Gosto. Prazer. Sabe ao que não sei. Sabe aos mil e um sabores de uma vida.

quinta-feira, julho 02, 2009

Cinco anos de saudade!



Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu na cidade do Porto, em 1919, viveu em Lisboa, onde estudou e tirou o curso de Filologia Clássica e faleceu no dia 2 de Julho de 2004. E assim voaram cinco anos, desde então.
"A menina do mar" ou "O cavaleiro da Dinamarca", marcaram-me para além de serem obras abordadas na Escola. Marcaram por si e em si, pelo misto de genialidade e subtileza.
Fica um poema da diva que, sempre apreciei, e que nasceu para o mundo antes de mim.
Porque, como alguém disse um dia, "tudo o que perdemos, automaticamente, dobra de valor"; fica o Porque. Só e somente, porque, haverão sempre mais perguntas do que respostas.


Porque


"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não."

“No Tempo Dividido e Mar Novo”, Edições Salamandra, 1985, p. 79

domingo, junho 28, 2009

Diz quem sabe

Brincar com as palavras, nem sempre é fácil. Exige mestria. E essa, esta senhora sabe como se faz.
"O português gosta de enganar pela calada aqueles que mandam nele. Mandar é um verbo antigo, vasto, totalitário e infantil, que em princípio na idade adulta devia ser substituído por verbos de maior eficiência e capacidade democrática, como coordenar ou gerir. Verbos que cheiram a trabalho e responsabilidade - e o português tem o olfacto muito apurado. Assim, prefere a clareza do mando, ao qual faz vénias mansas, com os dedos cruzados atrás das costas."
Inês Pedrosa

sexta-feira, junho 26, 2009

O meu novo brinquedo


É ele mesmo. O Sony Ericsson w910i, é, a partir de ontem, o meu novo brinquedo oficial. Espero que tenha vindo com pilhas duracell, e se digne durar consideravelmente!
Até agora nada a dizer. Veremos!;)

domingo, junho 14, 2009

Hoje




Dia Nacional dos dadores de sangue. O meu dia. O teu dia.
Porque o sangue, ainda, não manifestou preferência de cor. Serve para o mesmo propósito: correr nas veias; nunca é demais lembrar que são as coisas simples que fazem a diferença. Por serem pequeninas e nos saberem terrivelmente bem.
Parabéns a todos os dadores.

terça-feira, junho 09, 2009

Benfica

Sai Quique Flores e entra Jorge Jesus.
É caso pra dizer, que Jesus nos valha!