quarta-feira, outubro 18, 2006

O correio da manhã tem umas piadas giras



"Irreverente no modo de ser e de estar, Ana Malhoa, 23 anos, diz-se uma mulher do espectáculo, que canta o amor com sons latinos. A adolescente que conquistou o público de palmo e meio no ‘Buereré’, tornou-se mulher, casou e é mãe. Com 15 álbuns editados, anda agora pelos EUA a promover o seu último disco: ‘Eu’. Tem saudades da Tv e diz que a Sic não a tratou bem. (...) Eu fazia o que a xuxa faz." In Correio da Manhã.
Ora depois de ler estas linhas fiquei com algumas dúvidas.
A primeira delas é que, embora desconhecendo a data deste artigo, deve ter sido escrito no tempo em que para se ser irreverente bastava apenas andar para aí a cantar o a e i o u. Os putos de hoje em dia já não cantam disso, preferem uma cristazinha à maneira. Mesmo à fixe, dizem eles. Sentem-se uns fixes com bué de irreverência.
Outra coisa que também não percebi é que o que é uma mulher do espectáculo. Ou melhor o que é um espectáculo? Será que é pensar que se sabe cantar e bater o recorde do "desafinanço"? Pois, secalhar é isso e eu é que tou completamente ultrapassada. Ah, mas quem canta "o amor com sons latinos" deve ser a próxima estrela a brilhar em Hollywood. Digo eu, digo eu.
Realmente eu lembro-me do "Buereré", lembro-me sim senhor. Mas não pelas cantorias da senhora, mas pelos desenhos animados, claro está. (Ahhhhh só se o termo irreverente vem do Dartacão. Pois, deve ser isso.) Toda a gente quer ser uma adolescente como a Ana Malhoa foi em tempos, para "despois" poder casar e ser mãe. Fogo, que sonho! Hein!
O mais fantástico deve ser ter-se quinze discos editados e ir promovê-los aos EUA. A "terrinha" que passou a albergar todo o tipo de exportações lusas. Maravilha. Às tantas a oitava. Mas pronto, a tal adolescente-mulher diz que tem saudades da Tv e é preciso respeitar as saudades de cada um. Claro, até quando se tem saudades do sítio que não nos tratou bem. A culpa deve ser da xuxa, porque não se pode xuxar qualquer coisinha, sob pena de se provocar uma revolta na tripa. É que esta figura teve tantas, mas tantas saudades da Tv que até foi à parada Sic catorze anos, porque o bom filho à casa torna. Entretanto, como qualquer dita mulher que se preze, até levou uma gibóiazinha no pescocinho, sem esquecer a roupa abrasadora.
Fiquei de facto estupefacta. A pausa!

Frase da semana

"Penso que o nosso grande problema, foi termos sofrido os golos". Fernando Santos.
Pois, caríssimo senhor, se o meu avô não tivesse morrido ainda hoje era vivo...
P.s: Até as derrotas do Benfica são à grande.

domingo, outubro 15, 2006

Modos

Não sei as pessoas olham para mim e pensam: “Bem, e o que é que vamos oferecer à Sara? Um livro pois claro!”. Outra coisa que não sei é se tenho um ar pseudo-intelectual ou, com um bocadinho de boa vontade, intelectual por inteiro. Apenas sei que me costumam oferecer livros. Alguns livros. Antes de os começar a ler, vou sempre à contracapa “ouvir” de sua justiça. Quando o veredicto me parece interessante, começo a ler as primeiras linhas e, por vezes, acabo por as ler até ao fim. Há histórias que devoro em dias consecutivos e outras que deixo hibernar por um tempo incerto.
Confesso que até gosto de ler. Mas não muito. Isto não acontece só com a leitura, pois não gosto de levar as coisas ao extremo nem de as repetir vezes sem conta. Gosto mais de escrever do que ler, é verdade. O motivo é simples. Enquanto leio, vou-me engasgando de uma série de coisas, mas ao escrever desengasgo-me de outras ao mesmo tempo que aprendo a não repetir o mesmo modo de engasgamento. As palavras soltam-se e não as entranho.

Estilo perdoadíssimo...


Mickael Carreira... não é que cante, mas que encanta... lá isso...
Apraz dizer que com uma fisionomia destas, até era pecado se não se perdoasse o pormenor da camisinha.
Que o Senhor te conserve!

sábado, outubro 14, 2006

Precariedades


Toda a gente gosta mais de umas coisas do que de outras. Não é menos verdade que há diferentes níveis de intensidade quando se gosta ou não de alguma coisa. Sem entrar em extremos, às vezes gostamos tanto de uma coisa que, se não a soubermos manter fora de uma certa monotonia, acabamos por quase odiá-la.
Cada um de nós tem milhões de defeitos quer sejam adquiridos no fabrico ou na sociedade, que é de longe perfeita. Mas o pior de tudo são as pessoas de personalidade fraca, tão lamechas que chega a enojar. Pessoas de opostos que estão quase, indiferenciavelmente, a rir ou a chorar. Fracas porque não enfrentam as coisas como elas são, tentam anestesiar-se com paninhos quentes, escondendo-se da realidade. Dá vontade de lhes pregar dois pares de estalos e fazê-las acordar para a vida. Problemas, dissabores, obstáculos, tretas… toda a gente acaba por ter de uma maneira ou de outra. Porém a maneira de agir é que é diferente. Entregar os pontos de mão beijada, a uma vida sem objectivos, metas, sonhos, parece-me impensável. A tristeza é um desperdício de tempo e de vida. Do tempo de vida.
Lava a alma, reconstrói-te, muda e volta a mudar. Muda de vida, de ritmo, de forma de existência. Mas não te desperdices com denguices ridículas porque deve haver sempre alguém pior do que nós. E mesmo que não haja, não faz mal. Interessa, isso sim, não sermos os piores. É preciso acreditar que se é capaz. Como se diz na publicidade: “Se eu não gostar de mim, quem gostará?”

segunda-feira, outubro 09, 2006

Aquele jantar...

Existem jantares e jantares. Noites e noites. Há noites em que os jantares são uma perdição completa. Quando os meus amigos fazem anos, não abdico de lá estar presente. Vou com o intuito de me divertir e dizer baboseiras. Faço-o de forma comedida, porque o álcool é inimigo da sanidade mental de qualquer pessoa e, sendo a festa do aniversariante, alguém tem se manter minimamente sóbrio.
Ora, quando o caso muda de figura e eu sou a aniversariante em noite de jantarada festiva, as coisas passam-se de um modo um pouco diferente. O copo enche e volta a encher, a cabeça começa a ficar tonta, as mãos não acertam com as batatas fritas do prato, o sopro é insuficiente para apagar as velas. Enfim, ao fim de um bocado o êxtase apodera-se de mim. Não sei se isto é uma forma de libertação do próprio inconsciente, daquilo que nunca mas nunca mesmo, ousei sequer pensar quanto mais dizer. As acções sem nexo começam a multiplicar-se e aí sou uma pessoa incapaz de me reconhecer.
No dia seguinte, a sensação é um pouco estranha. E a sua estranheza está precisamente no facto de voltar a ter consciência daquilo que fiz.
Esta minha noite foi diferente. Muito diferente. Diferente por ter sido inédita.
P.s: Obrigada pela paciência de Jó.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Aniversário


Ufa, o dia de hoje foi uma azáfama e ainda bem! Mas ainda cheguei a tempo de vir aqui escrever, afinal hoje estou de parabéns, faço aninhos! Dezoito já lá vão, que venham muitos mais com coisas boas.

Beijinhos para todos. =)

segunda-feira, outubro 02, 2006

Reminiscências

Abri a porta do frigorífico procurando algo consistente que desse resposta ao apelo do meu estômago. Acabei por pegar num pacote de leite com chocolate. Agora que estou mais reconfortada, a minha mente traz-me à baila recordações deste Verão. Não sei por que estou a pensar nisto. Mas a verdade é que estou.
O Verão é, efectivamente, a época por excelência de mais emoções. Não em quantidade mas em intensidade. Há coisas típicas que não se repetem em mais nenhuma estação do ano. Vivi o Verão dos meus dezoito anos. Não é que tenha sido muito diferente dos outros, mas houve algo que mudou. Algo que não sei precisar, apenas sentir. Noites aparentemente tão normais de copos com os amigos, rostos comuns, coisas frágeis e menos frágeis; tudo isto fez parte do meu Verão.
Existem alturas em que pensamos com a cabeça, somos fortes, muito fortes, mais ainda do que julgamos ser. Outras há que o coração é arrebatador, prende-nos a alguma coisa, não necessariamente a uma pessoa. Ficamos presos, não sei muito bem a quê, a quem, nem porquê. Depois tudo passa, vai num sopro, viaja para longe. Julgamos ter encerrado isso num caixote. Porém, talvez não esteja assim tão bem encaixotado ao ponto de ser invadido pelo pó das nossas lembranças. Reminiscências que ficam, pessoas que vão e que voltam. Talvez vão para nunca mais voltar. Não importa o percurso que tenham, o que importa é que na sua rota pararam por perto. Agora o mundo continua a girar e o cérebro encarregar-se-á de completar as coisas que surgem ás metades.

terça-feira, setembro 26, 2006

Memorial


Há momentos que são feitos de pequenos pormenores, de pequenas peripécias. Momentos que são parte de nós. Habituamo-nos a uma rotina, a um conjunto de hábitos a que nem sequer damos muita importância, mas que preenchem as telas de uma vida. Fazem-se escolhas, optam-se por caminhos tantas vezes divergentes e cruelmente paralelos. Partimos todos à procura da realização de sonhos, à deriva da vontade de querer chegar mais além.
Quando se olha para trás e se faz uma introspecção daquele momento que nos marcou, que nos fez sorrir, aquele que parecia tão igual a tantos outros mas que foi tão diferente de tudo o resto, tudo parece fazer sentido. Foi diferente porque não se repetiu e, mesmo que se repetisse, não seria com a mesma intensidade.
Este ano aquilo vai ser muito diferente sem vós. As pessoas dos momentos que valem a pena, pessoas singulares e intimamente suas mas num olhar, numa conversa, num espaço, tão minhas.

domingo, setembro 24, 2006

Essencialmente assim


Sou e gosto de ser mulher. Seduz-me a tendência para olhar as pessoas nos olhos tentando, inúmeras vezes em vão, percorrer-lhes parte de uma alma ali projectada. Apreciar pormenores que mais ninguém se lembra, mas que estão muito para além de simples contemplar. Sentir o fruir indelével de um cruzamento de olhares reflectido no espelho de uma montra. Ter secretos pensamentos que me invadem a mente para, no minuto seguinte, correrem a uma velocidade estonteante que tenho dificuldade em acompanhar. Rabujar porque o dia está chuvoso e tenho de levar o chapéu. Sorrir inconscientemente por um motivo que me escapa. Apanhar um escaldão no ombros, mas ter a certeza que aquela tarde foi inesquecível. Ser invisível mas indispensavelmente presente.
Correr, sumir, resmungar, chorar, acarinhar… não são verbos exclusiavemnte femininos, é certo. Porém, dificilmente alguém os sente de maneira tão paradoxal como uma mulher.

terça-feira, setembro 12, 2006



Franz Ferdinand - Walk Away
I swapped my innocence for pride
Crushed the end within my stride
Said I'm strong now I know that I'm a leaver
I love the sound of you walking away
Mascara bleeds a blackened tear
And I am cold
Yes, I'm cold
But not as cold as you are
I love the sound of you walking away

Why don't you walk away?

Why don't you walk away?
No buildings will fall down
Why don't you walk away?
No quake will split the ground
Why don't you walk away?
The sun won't swallow the sky
Why don't you walk away?
Statues will not cry

Why don't you walk away?

I cannot turn to see those eyes
As apologies may rise
I must be strong and stay an unbeliever
And love the sound of you walking away
Mascara bleeds into my eye
I'm not cold
I am old
At least
As old as you are

As you walk away?

As you walk away
My headstone crumbles down
As you walk away
The Hollywood wind's a howl
As you walk away
The Kremlin's falling
As you walk away
Radio Four is STATIC

As you walk away

The stab of stiletto
On a silent night
Stalin Smiles
Hitler laughs
Churchill claps
Mao Tse Tung
on the back
***

quinta-feira, setembro 07, 2006

Regras genéticas


Alguns pontos conclusivos de uma ida ao oftalmologista:

. Sou astigmata e míope, ou seja, tenho astigmatismo e miopia. Correctamente tenho astigmatismo misto.
. Por causa disso mesmo, só posso usar lentes de contacto daquelas mais duras, que o médico fez questão de me advertir que são tudo menos confortáveis.
. Não vou poder ser operada até que a minha evolução clínica não estagne (se é que alguma vez vai estagnar)
. A minha graduação aumentou
. Tenho uma série de dioptrias
. Ah, pelo menos há uma coisa boa: NÃO sou estrábica!

Pronto, é este o balanço que se faz quando se tem uns genes daqueles do último modelo que são, certamente, uma maravilha.

Portanto quando quiserem abalar o ego e largar 60 euros já sabem, marquem uma consultazinha no Sr.doutor dos olhos.

P.S: O anonimato nem sempre é mau. Se a Disney soubesse deste caso, ainda era capaz de pensar investir uns trocos numa nova saga: A “patinho” feio à moderna (claro está), porque é preciso não só mudar mas também inovar.

quarta-feira, setembro 06, 2006


Beatriz, nome escolhido a dedo por seu pai, era uma mulher indubitavelmente esbelta, que apesar de já ter o título de trintona possuía uma fisionomia que fazia paralisar os inúmeros olhares que a assolavam na rua. Tinha uma estatura mediana, uns cabelos longos e aloirados que lhe completavam o rosto detentor de uns olhos azuis invulgares. Estes espelhavam o reflexo da luz, que parecia incomodá-la de quando em vez, como também reflectiam uma vivacidade marcante capaz de lhe inundar a alma. A silhueta, na qual lhe oscilavam as ancas, tinha um bailado encantador.
Agora, a uma semana de completar o seu trigésimo primeiro aniversário, encontrava-se recostada no cadeirão da sua ampla sala, enquanto desfolhava as páginas de um livro. Reencontrou-se nos seus dezassete anos. Naquela época da sua adolescência, era uma menina frágil que se afigurava indefesa. Os seus pais incutiram-lhe valores conservadores, que aceitara com evidente esforço.
Porém, não eram estas ideias que estavam a mil dentro de si mas aquilo que jamais poderia esquecer, o seu primeiro grande amor. Assaltavam-na pensamentos tão velozes e brumosos que se tivessem corpo e alma seriam certamente um larápio preponderante. Tinham passado treze anos, número indigesto, desde a última vez que fora forçada a separar-se de Pedro. Seu pai exigira-lhe que o fizesse argumentando que aquele rapaz lhe traria, mais tarde ou mais cedo, cicatrizes imperecíveis. Inicialmente esperneou, blasfemou e revoltou-se contra a posição de seu pai e na clandestinidade continuou por mais três meses os encontros com Pedro. Por entre a desculpa de uma ida até à casa de Maria, a sua melhor amiga, ou um passeio aparentemente singular no terreno adjacente à sua casa, via-o quase diariamente. Cada encontro entre ambos era um porto de abrigo que os fazia sentir soberbamente isolados do mundo. Aquilo que os unia não era o simples desejo que nutriam um pelo outro, era a autenticidade dos sonhos que compartilhavam, era a vontade que sentiam de partir à aventura do mundo e deles mesmos.
Na tarde de vinte e um de Agosto, tinham planeado como das outras vezes encontrarem-se. Porém, a inquietude de Beatriz levou a que seu pai acabasse por lhe descobrir os planos. Apesar de Pedro a ter esperado horas a fio no recate de uma árvore, Beatriz não apareceu nem nas horas, nem nos dias, nem nos anos seguintes. A partir daquele dia foi importada para Lisboa como se de um objecto se tratasse.
Um vento frio afrontou-lhe o rosto e rapidamente o seu pensamento regressou à cadeira onde estava encostada. Nunca mais o sentimento que sentiu por Pedro lhe tinha voltado a apertar o coração e, por isso, a sua companhia era apenas as paredes daquela espaçosa mas vazia casa.

terça-feira, setembro 05, 2006

Acabei de almoçar há pouco. Enquanto me deliciava com a refrescante salada, dei comigo a pensar que falta exactamente um mês para o meu aniversário. Não é que queira que esse dia chegue rapidamente, mas a sua chegada é um facto inalterável.
Ter-se dezoito anos e ser-se adolescente é encantador. Os motivos são inúmeros, são anos de uma vida que ficarão presentes na minha memória e ainda bem. Ainda bem porque, apesar de muitos sonhos serem completamente inatingíveis, valem pela conteúdo e não propriamente pela forma. Ainda bem porque crescer é maravilhosamente utópico. De um lado o querer e do outro o poder. Ainda bem porque deixar de ser criança e passar a ser mulher trouxe algo de novo à minha vida, algo que palavras jamais descreverão. Ainda bem porque passei a perceber o significado da vida e a encará-la de outra forma. Ainda bem porque ter acne não é obrigatoriamente mau.
Ainda bem, pura e simplesmente, ainda bem...

domingo, agosto 27, 2006

Elas entendem-me...


Se há coisa num homem que uma mulher, mais cedo ou mais tarde, acaba por abominar é a dita testosterona. Definitivamente o factor “Y” masculino que nos põe os cabelos em pé.
É inegável que um homem com as medidas certas e musculado (q.b) dificilmente passa despercebido aos olhos de uma mulher. Porém, por detrás daquele aspecto francamente agradável, está uma boa dose de testosterona. Eis o grande senão. A testosterona, hormona masculina por excelência, ao mesmo tempo que nos leva ao rubro, deixa-nos redondamente com fúria em alguns momentos em que a diferença entre um homem e um animal, é claramente escassa.
Portanto, se alguém se lembrar de fazer um abaixo assinado contra a dita hormona viril, eu assino por baixo... ;)

segunda-feira, agosto 21, 2006

Reboliço de palavras


Há uns tempos, disseram-me: “As decepções não estão nos outros, mas em nós mesmos”. Na altura ri-me inconscientemente, sem saber o que dizer, mas dei-lhe razão. Agora, pensando sobre o assunto e já conscientemente, volto a dar razão ao autor.
Esta frase provocou em mim um conteúdo manifesto e outro latente, numa espécie de simbiose, como nos sonhos. Não sei se lhe posso chamar simbiose porque por vezes ou, quase sempre, há um lado que sai lesado. Ainda assim, é uma simbiose pouco nítida, que nem sempre se percepciona mas que está silenciosamente presente. Enquanto conteúdo manifesto, faz-me pensar que se a decepção é amarga, a própria pessoa é a essência da amargura por a ter permitido. Por outro lado, enquanto conteúdo latente, projecta-me uma realidade de outrem, ou a falta de conhecimento da minha. Isto parece antagónico? Pois, é bem possível.
Assim sendo, a decepção não é culpa de qualquer um, mas de “um” muito peculiar: o meu próprio “um”. Exigimos de mais? Iludimo-nos de mais?

sábado, agosto 19, 2006

De novo à carga...

Efectivamente, tenho tido alguma dificuldade em actualizar o blog. Não é que o tenha posto de parte, ou que me tenha esquecido dele. Afinal de contas, escrever desanuvia. A verdade é que os problemas de acesso à Internet têm sido diversos. Enfim, agora vou escrever um bocadinho para me redimir e para dar uso ao meu cérebro.
Estamos em Agosto, tempo de peripécias típicas da época. Calor… praia… diversão... Isto é como quem diz FÉRIAS!!! Passei o ano a desejá-las, porque duvido que alguém consiga passar indiferente a uns belos mergulhinhos na praia, àqueles passeios pela areia, às conversas de lenga-lenga que sabem tão bem e aos pequenos prazeres da vida. Com as férias, e à medida que vamos crescendo, acabamos sempre por tirar umas horinhas ao sono para darmos lugar a pensamentos da mais diversa ordem, que todos os adolescentes acabam por ter. Qualquer que seja a natureza desses pensamentos, qualquer que seja o local e tempo por onde enverguem, qualquer que seja a sua causa mor, acabamos sempre por nos prender com trivialidades.
Passar férias com os amigos, longe dos pais, tem um chiste indescritível. Quer seja pela liberdade promissora, pela pausa dos cuidados maternais, pela comidinha da mamã da qual se acaba por ter umas saudades tremendas, ou pelo simples facto de quando nos levantamos não haver recomendações de qualquer ordem. Mas, o melhor disto tudo, é mesmo o facto de se poder crescer e desenvolver em sociedade de uma maneira que nos agrada. Quando se está uns dias fora com os amigos, aprendemos a ver-nos a nós próprios, da mesma maneira que acabamos por entender aquilo que de melhor ou pior temos. É como se nos tivessem posto uma semana em total anarquia, mas uma anarquia especial, com cheiro a Savana, onde o predador e presa somos nós mesmos.
Obrigada amigos, pelos momentos especiais que sem vocês não teriam tido aquele sabor inenarrável.

terça-feira, julho 25, 2006

Perfil

O perfil de homem, fiel à mulher, tende cada vez mais para o seguinte:

" _ Idade superior a 90 anos
_ Operado à próstata
_ Tem conflitos com as vizinhas
_ Não quer homenagens na câmara "

quarta-feira, julho 12, 2006

Acervo luso


Depois dos quase incontáveis rios de tinta que se vão escrevendo acerca do balanço final da Selecção, não haverá muito mais a acrescentar. Agora que é tempo de fazer contas, se para uns há que questionar a participação da equipa das quinas, outros existem que lhe dedicam uma autêntica oblação. Como em quase tudo na vida, é uma questão de perspectiva. Ter chegado à meia-final, ultrapassando promissoras selecções e acabar em quarto lugar, parece que sabe a pouco. É um quase não levado a cabo, mas é o quase que foi possível e honrosamente merecido.
O futebol é um mestre em emoções. Leva ao rubro os adeptos, os jogadores, toda aquela comitiva acaba por se prostrar diante de outra que tem objectivos similares. De uma maneira ou de outra, toda a gente acaba por libertar aquele “Ohhh”.
Agora que estamos em altura do mundial, não faltam bandeiras a mostrar o pseudo patriotismo, mas depois desta febre passar e quando as bandeiras já não estiverem hasteadas para, "Inglês ver", grande parte do orgulho que ali estava também içado, enfraquece e vai-se voltando à normalidade. A rotina começa a dominar e traz consigo a amnésia daquela gente que outrora ergueu a bandeira e que hoje, passadas ainda escassas horas, não sabe sequer o simbolismo daquelas cores. Se é que alguma vez soube.
Quando já não há bandeiras à janela, mergulha-se nos problemas de um país onde o povo é cada vez menos patriota e onde os assuntos triviais passam a ser tudo menos interessantes. Palavras como “Portugal… Selecção… Bandeira…” vão, progressivamente, hibernando do google por, pelo menos, dois anos.

quarta-feira, julho 05, 2006


Já só faltam umas horinhas... Força miúdos, a Nação está convosco! Façam um brilharete, ou pelo menos brilhem... ;)