quarta-feira, janeiro 20, 2010

Primeira vez

Foi hoje. Alguns já estão a pensar outras coisinhas. Passo a explicar. Ora, vinha eu a conduzir descansadamente depois de ter passado o dia às compras com a minha mãe, quando veio à baila um assunto chamado: cortinados. Conversas de gaja, portanto. Eu vinha-lhe a explicar, solenemente e com um travo a pura ironia que ela tão bem me conhece, que há coisas que têm de evoluir. Ora, eis senão quando, de repente, os ditos senhores do colete característico, me fazem sinal para parar.
Surpreendida e perante o sobressalto da minha mãe, lá abri o vidro.
- Boa tarde menina, tem carta? Disse o tipo com um sorriso sarcástico.
- Assim de repente, se calhar até tenho. Respondi eu, prontamente.
Depois inspeccionou o seguro, o livrete, o colete reflector e todo o arsenal de coisinhas que constituem as ditas burocracias. O sr. agente, fez tudo isto de maneira fugaz. Era nítida a pressa que tinha em me despachar. Vontade essa que coincidia na plenitude com o meu desejo de me pisgar dali. Assim sendo, para não nos alongarmos mais, despediu-se com pompa e circunstância como manda a lei. Ela manda e eu agradeço. E fui embora.
Ah, para dar jus ao título do post, foi a primeira vez que me mandaram parar. Até correu benzinho! ;)

terça-feira, janeiro 19, 2010

Dias longos

Despedir-me de alguém, sempre foi uma coisa que me ultrapassa. Deixa-me, invariavelmente, com aquele friozinho na barriga. Quando se sabe que não é um até já, será, porventura, um até um dia; a tarefa fica ainda mais complicada de levar a cabo.
Hoje é um dia destes. Não me lembrava, desde os tempos de criança, de dar um beijinho a alguém que estava a partir. Acaba por gelar tudo em nós, a começar pelos lábios. É um beijo frio, contrariamente àquilo a que nos habituámos.
Depois do arrepio, fica a imagem da pessoa. Mais do que isso, ficam muitos momentos que julgámos já esquecidos. Alguém já chamou a isso de memórias. Não sei se o são, de facto. Sei que são elas que nos prendem às coisas. Aos lugares. Aos dias. Às horas. Mas, sobretudo, são elas que me levam a ti.
Obrigada e até sempre.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Excertos

"Não há nada mais importante do que investir no nosso coração. E no coração daqueles que amamos, ainda que nem sempre o mereçam. Quem não investe no coração, pode ganhar muito na vida, mas não ganha o amor nem a generosidade alheia. Investir no coração é investir na continuidade e na continuação da nossa vida; é como ter filhos e investir neles, ficamos um passo mais perto da eternidade.?
«É preciso acreditar como da primeira vez, é preciso confiar, é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo e que todos podemos ter sorte na vida.»
«O sexo é como o universo: infinito, misterioso e eterno.»
«A monogamia não é uma escolha, é uma vocação.»
Margarida Rebelo Pinto in "Onde reside o amor"

sábado, janeiro 02, 2010

2009

Coisinhas que se aprendem:

- Sorrir continua a ser o melhor remédio;
- Há Verões que não voltam;
- A genuinidade acaba, sempre, por fazer a diferença;
- Há concertos que são, de facto, a oitava maravilha;
- Para os crentes ou ateus há verdades que nunca mudam: os homens e a sua imperfeição;
- Dos 8 aos 80 os mimos assentam sempre bem;
- Ter uns Kg diferentes do protótipo não é o fim do mundo;
- Os trambolhões não são desculpa para as pessoas desistirem;
- Sabe bem ter o que não é directamente oferecido;
- As palavras são das minhas melhores amigas;
- Gosto de chocolate. Ainda mais;
- Viver também é um estado de alma;
- Aquecer-me com o Sol e a brisa do final do dia, numa bicicleta por aí; é mesmo...mesmo bom;
- A paciência compensa;
- Sou fã de vestidos;
- Gosto do que pensava ser "um tanto faz";
- Toda a gente tem medos para além do seu umbigo;
- A chuva também deveria lavar as pessoas. Algumas, que fosse.

Como diria a Sic: Nós por cá...

terça-feira, dezembro 29, 2009

sábado, dezembro 26, 2009

Confissões

Não, não me confesso a Deus todo poderoso, mas confesso-me a vós. É coisa para ser rápida. Muito rápida. Rapidinha, vá.
Ora então, falo daqueles espamos que me dão quando leio os dizeres de alguma alminha que se lembra de pôr no msn, hi5, facebook e essa interminável lista de redes sociais; um amo-te seguido de uma réplica do tipo, não consigo viver sem ti. Chega a dar, assim, um arrepido pela espinha acima, como diria a minha avó.
Tenho para mim que é, vá... duvidoso esse tipo de abordagem. Aqui, que ninguém nos ouve, e dizê-lo a quem se deve, quando se deve, sem ser preciso estas coisas dos post-it sociais que toda gente, diz e desdiz? Isso é que era de valor, não era? Pois.
Eu não sei mas, se calhar, esses post-it até vêm ao mundo munidos de cores fortes e apelativas, não vá a mensagem passar despercebida.
Às tantas, é só por ser Natal. Bom, e se fosse Primavera a coisa mantinha-se? É situação a averiguar, portanto.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Imagens soltas



Acho esta imagem fantástica. Estes pinguins vivem rodeados de gelo, mas ainda conseguem aquecer-se uns aos outros. São amorosos. Talvez porque não consigam sobreviver de outra maneira, não sei.
É isso que falta às pessoas, cada vez mais. Há medo do que está para além do conhecido. Há risco de nos machucarmos. Há um gelo do tamanho de corações. Desse duro de partir porque há muito que foi petrificado.
Talvez, só por hipótese, vale-se a pena derretê-lo.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Coisas de...Natal!

Sabem aqueles dias de preguicite aguda, que chega a ser uma afronta? Sim, essa mesmo.
Com uma pilha de apontamentos que tenho para ler, reler e voltar a ler para as frequências; a única coisa que me apetece é devorar as páginas de livros que me ofereceram a propósito desta quadra. Ontem acabei mais um. Muito bom, por sinal. Hoje, olhei ali para a secretária e agarrei em dois deles: "O jogo da Verdade" de Sveva Casati Modignani e "Belas Mentiras" de Lisa Unger.
Como desculpa acrescida para ainda não começar no marranço, também me dediquei a tratar do presépio. Isto, depois dos já intermináveis pedidos da minha mãe para tal. Foi hoje. Está ali, bonitinho, na sala.
Bom, agora como o diabo foge da cruz e eu dos livros que alguém intituou um dia, com plena razão, de calhamaços; vou ler meia dúzia de páginas do "Jogo da Verdade" para ver se ganho ritmo. O outro, terá de esperar mais uns diazinhos.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Assim

Alguém disse que as oportunidades criam-se, as saudades matam-se e os desejos saciam-se.
Por aí, ainda se ouvem coisas destas.
Eu só acrescentaria, que também há momentos. Há pessoas que ainda nos tocam. Há sorrisos que valem a pena arrancar. Há beiçinhos necessários. Há horizontes que dormem connosco à cabeçeira. Há motivações. Mas no fim de contas, há sempre muita coisa para dar. E, se não for por mais nada, é por mim.


terça-feira, dezembro 15, 2009

Noites boas

Parece que hoje é dia de jantar de Curso. Diz quem sabe que vai marchar um bacalhauzinho com natas e uma carne de porco à alentejana. Naquele abençoado restaurante é assim, porque o dono lá entende que a malta é estudante e precisa de andar sempre bem alimentadinha! Portanto, que assim seja.
Além disto, há também um traje para vestir, um vinho branco traçadinho para beber, uma noite gelada para aquecer. Três dedos de prosa para trocar. E como não podia deixar de ser, subsiste a tentativa de me conseguirem meter a rir sem motivo aparente.
Enfim. Hoje. só porque sim, é dia de noite académica por cá.
Haja estômago!

sábado, dezembro 05, 2009

Diz que sim, que tem calorias

Ontem, quando cheguei a casa para mais um fim-de-semana, depois de não pôr cá os pezinhos há já algum tempinho e perante a ameaça pouco credível da minha mãe para me deserdar, lá cheguei.
Como é hábito, ah e tal dois beijinhos ao pai e à mãe e segui para o quarto. Assim que os meus olhinhos percorreram a secretária, reparei que estavam à minha espera duas caixinhas de chocolate. Bom, esta relíquia, por si só, já vale assim muitão. Então quando vêm directamente da Suiça parar à minha secretária, a relíquia passa a ter peso de ouro.
Vale mesmo, mesmo a pena. Vai uma trinca? ;)

terça-feira, dezembro 01, 2009

Grande malha

Os Muse no Domingo não foram bons. Foram excelentes.
Pavilhão Atlântico a abarrotar. Um mar de gente. Uma plateia que se assemelha a umas formigas vistas da Lua. Uns pontinhos isolados, portanto.
O primeiro anel, à semelhança dos restantes, rejubilou. E eu fui na maré. O espiríto que se cria nestes dias, chega a arranhar a perfeição. Uma entrada apoteótica com uma música que eu adoro, a mítica: Resistance.
Abençoados bilhetes! Para recordar, sempreeeeeeee! =)
A M E I!!!

sábado, novembro 14, 2009

Vale a pena

Oitenta e oito anos e um discernimento mental invejável. Um bolo de chocolate. Um cafezinho, porque hojé é dia de festa. Duas velas, apagadas com o fôlego seguro de quem já tem pouco a perder. Um sorriso imenso por ter começado o meu dia a dar-lhe um beijinho. Uma lágrima à mistura, nos olhos azuis mais bonitos que conheço, e pensamentos que só a ela pertencem. Isto e um cabelo que outrora foi preto com contornos lisos. Dois comprimidos, porque o corpo já não é o que era e o coração vai dando sinais de continuar ali, bem devagarinho.
Uma bengala novinha, para ela estrear. Depois disto, disse-me: "Oh filha, quem usa isso são as velhinhas. Mas eu ainda estou aí para as curvas!". Que esteja, por muitos anos.
É isto que vale a pena, sempre. Agora vou dar-lhe banho e meter-lhe a água de colónia que ela gosta. Também merece.
Parabéns avó!

Aniversário

Este blog esteve de parabéns por estes dias. Foram quatro aninhos, feitos dia seis. Quatro anos de histórias minhas, pedaçinhos de muita coisa. No fundo, as minhas Bernardinisses. Neste espaço, respiro de maneira diferente. Sou eu quando o tenho que ser. Das outras vezes, vem o mundo misturado a mim. Assim. Só.
Para continuar, definitivamente.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Turbilhões

"Quando fizeres jantares na Lua, lá estarei..."

Depois sorri. A baunilha e o chocolate nem sempre nascem para se misturar. Amanhã é outro dia.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Coisas de mulher

Ora, é certo e sabido que aprecio muitíssimo as crónicas da MRP na Maxmen. A razão é simples. Sabe falar dos homens à luz dos olhos de uma mulher. Esmiuça-os, a eles e ao sexo, de forma vincada e com o toque certo de subtileza, característica típica de quem sabe escrever sobre estas coisinhas.
A crónica deste mês não é excepção. Faz uma analogia perfeita entre o primeiro homem e o primeiro carro. “O meu primeiro carro não andava nada. Mas eu adorava-o porque era meu e porque foi o primeiro. Também somos assim com os homens: o primeiro rapaz de quem gostamos, geralmente também vale pouco, e com o tempo vem a revelar-se um asno, um palerma ou um inútil, mas cristaliza o encanto de ter sido o primeiro.”
Subscreveria ponto por ponto. O primeiro homem surge sempre como um tiro no escuro: assim de repente, nunca se sabe muito bem o que dali vai sair. Normalmente, nunca sai grande coisa. Mas há ali algo que marca, nem que seja o facto de uns anos mais tarde nos assaltarem momentos que hoje parecem completamente descabidos. É tudo tão novo na altura, que até a mais pura imperfeição, parece o auge.
Depois, e quando começamos a ter três dedinhos de testa e mil e uma quedas no tapete, uma gaja vai abrindo os olhos. Se não o faz, deveria fazê-lo. Vai surgindo um e outro caso, já sem o encanto do primeiro mas com qualquer coisa a mais à mistura. Nem que seja o juízo e o medo de quebrar a cara, novamente.
Mas estas coisas, acabam sempre por ser como a primeira bebedeira a sério. A ressaca no outro dia é intragável e surgem umas nódoas negras, aqui e ali, que nunca se sabe muito bem de onde vieram. Juramos nunca mais querer beber. Porém, quando já não há vestígios de ressaca e aparece mais uma noite de copos, vem, obrigatoriamente, uma nova ressaca. Acabamos por gostar tanto que queremos repetir e fazer disso um ciclo.
É por tudo isto que não há amor como o primeiro. Assim como não existem duas relações iguais. O que há são pormenores coleccionados.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Aprimorado

"Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa."

Fernando Pessoa

sexta-feira, outubro 16, 2009

Pearl Jam

Pearl Jam - Betterman
Eu venero esta música. É mais que brutal!

segunda-feira, outubro 05, 2009

É o soma e segue

Dois e dois. Vinte e dois aninhos. Feitos hoje de fresquinho. É a segunda capicua que completo. A diferença, é que na primeira eu nem tinha ideia do que isso era. Agora, tenho ideia de mais. Dois bolos, um dos pais e outro dos amigos. Mimos. Sorrisos. Telefonemas. Mensagens. Um crepe divinal no sítio do costume e mais uma série de pormenores para a colecção. Que venham mais. Afinal, fazer anos num feriado, dá sempre algum jeito. A somar ao jeito, ainda dá direito a privilégios como só voltar amanhã para a Faculdade. Há coisas que valem a pena. Mesmo, mesmo.
Como alguém diria: "Na cabeça de sempre, as ideias do costume."

domingo, outubro 04, 2009

Florzinhas



Tenho reparado, mal meto os pezinhos fora de casa, que anda para aí uma vaga de meninas que deu para usar aquelas florzinhas no cabelo. Sim, aquelas tipo gancho, como esta da imagem. Mal me descuido, e a minha paisagem visual parece estar num jardim. Florzinha aqui, florzinha ali.
Sou só eu que acho ou aquilo é mesmo uma pirosise?! Olho para o cenário e dou por mim a pensar que, podendo uma gaja usar coisas efectivamente decentes, tipo um belo de um vestido, vai perder tempo com florzinhas no cabelo. Bom, ao menos aquelas não murcham para agrado de muito boa gente. Blrack!!!