quinta-feira, dezembro 20, 2007

Copy paste! Às vezes também é preciso...

"Dói"s"-me.
Dói-me. Dói-me muito. E não sei onde. Dói-me quando olho para ti, quando te vejo já ao longe, de cigarro encarcerado entre os teus dedos tão monstruosamente pequeninos. Dói-me saber que só te volto a ver quando já for tarde, e quando a dor se cansar de tanto me cansar. Tenho as mãos suadas e o coração a transpirar de tanto dar voltas e revira-voltas. Dava tudo para saber estancar o palmo e meio de rasgo que me fazes na carne, não para o fazer, mas só para saber como actuar em caso de extrema urgência, que de urgência já eu vivo. Dói-me muito, mas não sei onde. Se agora mesmo entrasse nas portas cansadas de um qualquer hospital, ficaria dia e meio para explicar onde e o que me dói. E ainda assim, dia e meio depois, estaria exactamente no mesmo ponto da conversa. Estaria de frente para uma bata branca, curvado de dores, de soro a violar-me o braço e o sangue, e de coração semi-risonho, como uma criança que faz das suas e olha para o lado para que ninguém a veja. "Juro que me dói senhor doutor, juro-lhe." De que vale explicar uma dor a quem nunca a sentiu? A dor que me causas passa os limites de cinco países juntos. Apetece-me beber-te a conta-gotas. Dói-me. Dói-me muito. E quando me disseres onde, vai doer-me muito mais."

Um comentário:

Luis Desidratado disse...

Pois, acho que para entrares nas urgencias desse tal hospital, tens de o procurar bem... Convem ser antes da meia-noite, porque depois já não são horas pa se estar doente... Já pa não falar nos SAP's, mas tb será k isso ainda existe?
Mesmo assim, quero te dar os parabens, porque conseguiste dar alguma utilidade à quantidade exacerbada de noticias iguais sobre o estados da Saude [não é a saude do estado, não confundas ;-) ] em Portugal. Fazendo este post. Obrigada!