sábado, dezembro 29, 2007

Genial!

"Quando é que se sabe que temos de pedir desculpas a nós próprios?
Na altura da dor de corno...que é quando se acorda!"


Nada a contrapôr, de facto!


Roubado aqui:aqui

Méquié,Hum?


Então, vai encarar?;)

terça-feira, dezembro 25, 2007

A testosterona também tem desculpa


Cuidado. Muito cuidado, meus senhores, porque depois de 10 minutos o efeito é inverso, com direito a olho à belenenses e afins...:P

segunda-feira, dezembro 24, 2007

À última também vale!

Isto é o seguinte: a escassas horas da dita consoada, ando eu aqui na azáfama de embrulhar presentes!
Portanto, sou sim sra uma típica portuguesa!
Já agora, Feliz Natal!=)

sábado, dezembro 22, 2007

Piquenos!

Vem o Diogo, com os seus cinco anos e rebeldia que chegue, direitinho a mim e, depois de um abraço sentido, diz:
_Toma, é um chocolate pra ti! Só há um, dividimos?:)
Guardei com todo o carinho a parte que ele me aprumou no bolso, ao que ele se apressa a dizer:
_Nãaaaaaaaaaao! Derrete. Tens de o comer.
Mas eu insisti.
Há bocado rebosquei-o no bolso, mas só sobrou uma papa, que de chocolate só tem mesmo a cor.
E pronto, foi com esta pinta toda que o miúdo me deu uma lapada sem mãos!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Copy paste! Às vezes também é preciso...

"Dói"s"-me.
Dói-me. Dói-me muito. E não sei onde. Dói-me quando olho para ti, quando te vejo já ao longe, de cigarro encarcerado entre os teus dedos tão monstruosamente pequeninos. Dói-me saber que só te volto a ver quando já for tarde, e quando a dor se cansar de tanto me cansar. Tenho as mãos suadas e o coração a transpirar de tanto dar voltas e revira-voltas. Dava tudo para saber estancar o palmo e meio de rasgo que me fazes na carne, não para o fazer, mas só para saber como actuar em caso de extrema urgência, que de urgência já eu vivo. Dói-me muito, mas não sei onde. Se agora mesmo entrasse nas portas cansadas de um qualquer hospital, ficaria dia e meio para explicar onde e o que me dói. E ainda assim, dia e meio depois, estaria exactamente no mesmo ponto da conversa. Estaria de frente para uma bata branca, curvado de dores, de soro a violar-me o braço e o sangue, e de coração semi-risonho, como uma criança que faz das suas e olha para o lado para que ninguém a veja. "Juro que me dói senhor doutor, juro-lhe." De que vale explicar uma dor a quem nunca a sentiu? A dor que me causas passa os limites de cinco países juntos. Apetece-me beber-te a conta-gotas. Dói-me. Dói-me muito. E quando me disseres onde, vai doer-me muito mais."

quarta-feira, dezembro 19, 2007

São coscorões, pá!



Ora bem. São estes mesmos que estou a devorar neste momento. Se a gula é um dos sete pecados mortais, caso morra agora de indisgestão, vão ter de me perdoar!

A minha mãe lá se lembrou de fazer esta iguaria hoje e, como não pôde deixar de ser, lá estive eu à socapa à espera que saissem da frigideira.

Quentinhos a pedirem abrigo... a sério, não resisti!

AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII mas se não me servirem as calças nos próximos tempos, só pode haver uma explicação plausível:

A culpa é do tecido rasco, claro!

domingo, dezembro 16, 2007

Dignidade

"Um lavrador de pé é maior que um fidalgo de joelhos. "

É só isto.

sábado, dezembro 15, 2007

Um dia...

"Um dia beijo-te a meio de uma frase..."

Os pacotes de açúcar da Nicola surpreendem-me cada vez mais. Juro!

"Não existem homens fáceis, existem homens!"


Há tempos encontrei por aí este veredicto:"Não existem homens fáceis, existem homens!".
Ora sendo estas palavrinhas de autoria masculina, redobra o meu consenso. De facto, classificar os homens como fáceis ou difíceis, é como tornar o Zé Maria num indivíduo bem apessoado. Impossível, portanto. Para bem ou para mal, os homens são, apenas e somente, homens.
Vocês, meus amigos, desde há muito que transferiram esse estatuto de fácil ou difícil para uma mulher. E, curiosamente, são paradoxais. Quando estão com uma de nós, tentam sempre qualquer coisa mais além. Se ela aderir, óptimo. Caso contrário, como estão habituados a facilidades, passam à fase de testes para averiguarem até que ponto a resistência não cede. Esse joginho, dá-vos alguma pica, redobrando o pico de testosterona. Como tal, testam-nos com amigos; provações; conversas, literalmente, da treta e afins.
Moral da história: esta coisa de ter que ser uma mulher a mediar o decurso das coisas, corrói o cérebro e o desejo. Pá, é do caraças!

sábado, dezembro 08, 2007

...

deslealdade
s. f.,
falta de lealdade;
falsidade;
perfídia;
traição.



É que tenho alergia acentuada a isto.

domingo, dezembro 02, 2007

Pois é!

Outra vez, a árvore de Natal. Mais um ciclo, um ano, momentos incríveis.
Meu deus, como voaram doze meses assim... até parecem voláteis! E a malta, entretida com tanta coisa e com coisa nenhuma, nem deu por isso. Acho que as entranhas dos vinte anos, estão a chegar.
São vidas!

sábado, novembro 17, 2007

Fins de tarde


Nestes dias, num desses fim de tarde normalíssimos passei, por coincidência, em frente de um liceu também ele normalíssimo.
Vi três pares de miúdos, que não tinham mais de catorze anos. Vinham com aquele sorriso de quem estava a experimentar as primeiras sensações amorosas: os primeiros toques, o primeiro cheirinho do cabelo, da pele; o primeiro beijo. Enfim, o olhar deles estava encantado. Reparei naquela falta de jeito, que já todos experimentámos, quando a tacanhez se sobrepõe à vontade de desabrochar.
Um deles era loiro. Vislumbrava uma miúda de jardineiras com umas legins, que lhe correspondia com um olhar denunciador de desejo mútuo. Abrandei o passo e voltei seis anos atrás. Rebusquei na memória fragmentos daquele tempo de inocência, que me faz uma falta impensável. Depois, prossegui a marcha. E também eu voltei a sorrir como pensava já ter desaprendido.

(.......................)

"Tu és como alguns carros, custas imenso a pegar!"

Epá, ando aqui a digerir esta frase, para (tentar) perceber até que ponto isto pode ser, ou não, um piropo desagradável. Pronto, são vidas!

quarta-feira, novembro 14, 2007

Parabéns AVÓ!

Parabéns avó!
Um enorme beijo de apreço por tudo o que representas para mim.

sábado, novembro 10, 2007

O meu pior pecado de sábado de manhã!

Adoro vir a casa ao fim-de-semana por inúmeros motivos. Mas, no topo deles está o pão que a minha mãe coze no forno, invariavelmente, ao sábado de manhã.
É um regalo ver a manteiga a acabar de derreter no pão. Inunda-me um cheirinho que troco por muito pouca coisa e que me aconchega o estômago por umas belas horas. Este ritual segue-me desde a infância. Nestas manhãs, o forno a lenha, que sempre que a minha avó cá está, faz questão de se encarregar de aquecer, antecipa o meu pior pecado: a gula!
Depois, sempre que a rotina e o tempo assim o permitem, termino a manhã a andar de bicicleta, por estes bosques que emandam liberdade.
São mimos destes que me fazem sentir uma pessoa afortunada, com uma mãe excepcional. É por estas e por outras que viver no campo recarrega as baterias do corpo e da alma.
Juro que é das melhores coisas da minha vida!

Era isto...



Interpol - Evil Music Video
Roubado, aqui, ao excelente gosto musical desta graaande criatura!

É que era JÁ!


À parte da publicidade não remunerada, hoje é daqueles dias que me metia num e voava...para poder ser do tamanho das minhas ambições, do mundo e do resto que ainda me faz respirar!
HUUUUUM... (...)

sábado, novembro 03, 2007

Post it p'ra hoje...







Muitíssimo bem roubados! Aqui

sexta-feira, novembro 02, 2007

Relógio de homem em pulso de mulher. Assim, sim!



Não é só de homens viris e com testosterona bem aprimorada, que eu gosto! Tenho um fascínio especial por relógios de homem. Na minha opinião, dão um literal chuto na linha feminina.

Aqui fica este miminho. É da colecção de Outono/Inverno de 2005, mas continua mais do que no ponto! Pedi-lo ao pai Natal talvez não fosse mau, mas se alguém se quiser chegar à frente, está à vontade! São só 90 euritos. Uma esmola, portanto! ;)

Impecáveis!


É este o adjectivo que me ocorre quando leio as mensagens dos pacotes de açúcar da Nicola.

Frases curtas e bonitas; que deixam uma vontade louca de as levar a cabo. Gosto pá!
P.s: Haver dia de todos os santos é o maior pecado, só superado pela minha fantástica gula por docinhos. Ontem foi p'ra esquecer. Digerir estas calorias todas é que é bonito. É sim Sr! =)

domingo, outubro 28, 2007

Fim-de-semana de 49 horas

"Mais" uma hora. Uma vez por ano calha assim. Este, foi muito movimentado. Mais do que para o meu gosto.
Ainda respiro, a custo, mas a coisa dá-se.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Quando....

...me apetece gritar, é mais ou menos neste tom!





My Chemical Romance - Teenagers
They're gonna clean up your looks,
With all the lies in the books,
To make a citizen out of you.
Because they sleep with a gun,
And keep an eye on you, son,
So they can watch all the things you do.
Because the drugs never work,
They're gonna give you a smirk,
Cause they've got methods of keeping you clean.
They're gonna rip off your head,
Your aspirations to shreds,
Another cog in the murder machine.
They said all teenagers scare the living shit out of
me,
They could care less as long as someone will bleed.
So darken your clothes,
And strike a violent pose,
Maybe they'll leave you alone, but not me.
The boys and girls in the clique
The awful names that they stick
You're never gonna fit in much, kid.
But if you're troubled and hurt,
What you've got under your shirt,
Will make them pay for the things that they did.
They said all teenagers scare the living shit out of
me,
They could care less as long as someone will bleed.
So darken your clothes,
And strike a violent pose,
Maybe they'll leave you alone, but not me.
Whooooaaaaa yeeeeaaaaahh!
They said all teenagers scare the living shit out of
me,
They could care less as long as someone will bleed.
So darken your clothes,
And strike a violent pose,
Maybe they'll leave you alone, but not me.
All together now!
They said all teenagers scare the living shit out of
me,
They could care less as long as someone will bleed.
So darken your clothes,
And strike a violent pose,
Maybe they'll leave you alone, but not me. [2x]

Elas gostam de...

...dizer não e saber que ele vai voltar a tentar!

Li algures e tem muita verdade.

sábado, outubro 20, 2007

Está tudo dito

"O ENCONTRO de duas PERSONALIDADES é como o contacto de duas substâncias químicas: se houver alguma REACÇÃO, ambas serão TRANSFORMADAS."

Carl Jung

segunda-feira, outubro 15, 2007

A teoria e as mulheres


Há verdades indesmentíveis traduzidas por aspectos que pouco ou nada mudam ao longo dos tempos. É, que, as coisas hierarquizadas podem sofrer reformulações mas, no fundo, são iguais. A maneira com que se afiguram é que pode ser ligeiramente diferente.
Refiro-me à maneira como a sociedade funciona em termos de diferença de sexo. A mulher e o homem, não têm, nem por sombra, as mesmas oportunidades em termos sociais. Os motivos são diversos e o resultado também. Aliás, o resultado salta à vista.
Quer queiramos quer não, vivemos num regime machista feito para os homens. Uma mulher é sempre mais condenada por isto ou por aquilo e as diferenças começam logo em termos fisiológicos. Além disso, uma mulher é sempre vista de lado, se ocupa funções predestinadas, por excelência, aos homens. Poderia desdobrar os exemplos, mas a realidade fala por si.
A igualdade tem de transcender a teoria, pois, na prática, ela é um mito maior que o monstro de Lock Ness.
Um homem à partida vê na namorada, na cônjuge, ou no que quer que seja, uma segunda mãe. E se ela não se coaduna com essas funções de matriarca, então temos o caldo entornado. Não obstante, se um homem casado sai para beber um copo com amigos e a mulher fica em casa a tomar conta do filho, é naturalíssimo em sociedade. Porém, o inverso, por nem sequer se julgar legítimo até pela própria mulher, raramente acontece.
Os condicionalismos de se ser mulher são tantos, que me perderia a enunciá-los. É uma coisa bonita, é sim senhor. Mas uma prova dura todos os dias. Nascer homem, continua a ser e será, uma sorte. Sorte essa que se traduz em facilidades sociais, psicológicas, genéticas. Enfim, nascer-se homem é um passaporte antecipado para a facilidade, nua e crua.

sábado, outubro 13, 2007

Publicidades dessas que valem a pena




Há publicidades. Umas boas, umas rascas e outras assim, assim. Mas esta devo dizê-lo prima pelo muito bom.
Uma boa aposta. Uma excelente mensagem.
A mim deixou-me a pensar e muito. Num tempo em que ser adolescente anda muito ao sabor da irresponsabilidade, há perigos que, de facto, não valem a pena correr. Nem por sombra!
Parabéns à produção!

domingo, outubro 07, 2007

Parece que são vinte anos!




Contabilizei, no feriado dia cinco, 20 anos de existência.

É muita fruta, mesmo!

Obrigada a todos os que ontem estiveram presentes no jantar. A vossa companhia é sempre um prazer!

quarta-feira, outubro 03, 2007

Preciosidades!



Pearl Jam_ wish list

Gosto, gosto e gosto!:)

P.s: Feliz aniversário, Diogo!:)

terça-feira, outubro 02, 2007

Implacavelmente verdade

Há coisas que vamos aprendendo. Mal ou bem, mas vamos. Embora se tenha vontade de ser diferente ou dominante nas posições que tomamos, acabamos, mais tarde ou mais cedo, por sentir na primeira pessoa a tal frase, que muitas vezes é uma objecção de consciência implacável:
"Nunca digas nunca, porque pode acontecer!"
Eu aprendi. Continuo a aprender e sei que aprenderei ainda mais. Afinal, crescer é mesmo isto. Aprender. Sempre.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Huuum, e voltei a ter nove anos!




Hoje de manhã, estava eu a ouvir a manhã da comercial, com a voz fantástica do Pedro Ribeiro, quando passou um excerto da música da Rua Sésamo. Deu-me um friozinho na barriga e umas saudades terríveis da escola primária. Dos tempos em que, calmamente, esperava pela carrinha equanto bebia o leite e tudo se resumia à simplicidade do acto de beber um copo de água.
Tive saudades. Imensas. P'ra recordar. Sempre!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Êxtase cerebral. Ou quase.

De facto, há plágios necessários e coisas que se dizem em momentos em que determinadas substâncias fazem festinhas ao cérebro, ou quase. A bem dizer, há coisas engraçadas.
"Sobre a bisexualidade
Xu (nome de código) – “Repara... ser bi é que é! Se só comesses massa, até te esquecias do sabor do arroz. Não há nada como conjugar. Portanto, se experimentares vários sabores, podes saber qual é que gostas mais, ou menos... E, ainda mais, quando tiveres farto de um sabor, trocas por outro. Não ser bi, é como uma gaja tomar a pílula e depois vomitar... não faz efeito, nem é proveitoso como deveria ser”.
Querida Xu,
Ser bi, sendo do sexo feminino, é bom. É agradável, como diria o Miguel. Entre a massa e o arroz, a pílula e o vómito, há o poder de escolher, de alternar, de saciar a fome do dia. É bonito. É a liberdade no seu esplendor. Parece-me bem, desde que sobre para o nosso lado. Contudo, não sei até que ponto a facilidade com que se troca de sabor é benéfica para o equilíbrio individual. Enfim, um assunto a merecer um estudo científico aprofundado. Para um dia destes. Falta-me, como é óbvio, discutir o assunto com uma praticante da modalidade disposta a partilhar as suas convicções e motivações.

Sobre a memória
Xua (nome de código, da mesma menina, mas para ninguém topar que é a mesma) – “A memoria é como o queijo, os buracos são necessários. Se a memória fosse toda entrelaçada, sem espacinho... não tinha piada ver um gajo bom (falando por mim) e pensar: Oh, este já eu vi, e tinha aqueles calções, etc., etc. Prefiro morrer na ignorância, do que ver e não querer voltar a ver”.
Querida Xua,
Não tenho objecções a repetir a visualização de algo que nasceu ao mundo para ser observado. A postura não será “oh, esta eu já vi”, mas, sim, “ui, lá está esta boazuda outra vez”. Por outro lado, há situações em que, realmente, é preferível a ignorância à confrontação com algo que nos choca. Basta ver o caso daquela Teresa que apresenta e orienta programas televisivos de pirosice omnipresente, com dentes em forma de ancinho para catar folhas e cabelo pintado de burra. Prefiro não saber que ela existe, do que vê-la novamente.

Sobre as minhas colegas
Xue (nome de código, fazendo de conta que é uma outra) – “Então, mas, e as colegas? Fenotipicamente reprovadas? Fenotipicamente, de fenótipo = aparência. Ah pois, há um ditado que diz assim: os homens são como os parques de estacionamento, os bons estão ocupados e os que há livres são para deficientes. O mesmo se aplica às mulheres. Deixa lá, sempre podem ser boas colegas, porque colegas boas já são”.
Querida Xue,
Obrigado por este raro momento de incremento cultural. Quando li a palavra fenotipicamente pela primeira vez, veio-me logo à cabeça uma colega com substanciais problemas hormonais, com sangue de cobra e pêlos de morcego. Afinal, não. E, sim, estão aprovadas, na falta de melhor. Quanto ao ditado, é um ditado muito bonito. Ou seja, as mulheres boas estão ocupadas e as livres são para os deficientes. Será mesmo assim? E as que estão ocupadas mas andam em liberdade? Hum?

Sobre as maminhas
Xui (como se depreende, é um nome de código diferente) – “Ups, as minhas devem ser diferentes, não crescem nem deixam de crescer por serem ou não apalpadas”.
Querida Xui,
Não sei que te diga. Pode ser que a teoria se aplique apenas às menores de dezoito anos. Não sei. Merecia um estudo científico, não merecia? Por outro lado, pode ter que ver com a forma e a energia com que são apalpadas. Ou a técnica. Será preciso untar com óleo de coco? Influencia se está lua cheia ou quarto minguante? É um mistério.

Sobre a esperança
Xuo (será nome de código, ou verdadeiro?) – “A esperança é sempre a última a morrer e a primeira a matar”.
Querida Xuo,
Permite-me que corrija. A esperança é a penúltima a morrer. A barata é que é a última. E é a segunda a matar. A primeira a matar é, na realidade, a loiraça que tira o biquini na praia, provocando um colapso cardíaco no senhor de setenta e três anos que estava à espreita atrás da duna."
P.s: Hein, hoje até fui assunto em blog alheio. É giro pah! Giríssimo até! Rir é o melhor remédio, eu confirmo, de facto.:D

sábado, setembro 15, 2007

Dez anos de dispensável existência!


Os famosos teletubbies fizeram por estes dias dez anos de existência. Lembro-me perfeitamente de ter começado a levar com eles na tv, enquanto bebia o leite e esperava que a carrinha da escola chegasse. Tinha na altura nove anos.

Nunca os gramei. Nem muito nem pouco. Nada mesmo. Aquela vozinha arruinada e senil daquele quarteto, dava-me voltas e mais voltas ao estômago, bem como aquelas brincadeiras parvas do esconde-esconde onde se ouvia:


Tinky-Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po...


Teletubbies, digam olá... OLÁ!



Quatro bebés. Cada tubby com uma tela estampada na barriga que mostrava as crianças do mundo real. Mas só quando o catavento começava a girar.

Palavra de honra que isto contribuiu extremamente para a formação do meu ser.

Ui, que perfeição!

A sério, não voltem!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Oblação às festas de Verão

'Tá no jeito de olhar
Esta música não me diz quase nada como música. Ou nada mesmo. Porém, diz-me quase tudo, por rematar, em primazia, o frenesim das festas de Verão que por aqui, nas aldeias, vão passando. Poderia ser outra qualquer, mas apetece-me esta por dizer tanta coisa.
Essas que me marcam em cada Verão, e cujos vínculos já fazem parte da minha identidade. Há tanta coisa que vou fazendo e aprendendo, que vai ficando uma saudade tremenda deste tempo sem compromissos imperativos.
Vou crescendo com as caras do costume, por entre uma ou outra nova. De menina a adolescente e depois a mulher. Estes Verões têm sempre um sabor especial.
E é, assim, um bocadinho da felicidade, contada em cada arco e esquina. Num copo de cola-cola e afins, num nascer do dia, num sorriso rasgado, numa dança extrovertida, numa ida ao rio a pé ao som das maiores baboseiras, num piscar de olho, num beijo esguio próprio de adolescente. Enfim, em tudo. O importante é que em tudo, vai havendo um bocadinho de mim naquilo que vivo.
Porque, afinal de contas, é importante deixar saudade, mas mais importante que isso é senti-la. E viver. Muiiiiiito.

quarta-feira, setembro 12, 2007

É por estas e por outras, que...


"Eu não amo esta criança.
Sempre que olho para ela, assaltam-me memórias da violação. Tento fazer o melhor.
Entendo que ela é inocente. Tento amá-la.
Mas não consigo."

Aline Uwimbabasi, uma das mulheres vítima de violação sexual no Ruanda, falando da filha Deborah na reportagem Filhos da Guerra, da Newsweek.
Roubado, descaradamente, aqui

terça-feira, setembro 11, 2007

Why not?

"Some men see things as they are and say why - I dream things that never were and say why not."
George Bernard Shaw

sábado, setembro 08, 2007

Gula, a quanto obrigas...


Este fim-de-semana, tive de baptizado. Entre muitas outras coisas, cheguei à conclusão que, efectivamente, sofro de gula. Dessa desmedida e sem fronteiras. Sem cura à vista ou aparente diminuição dos sintomas, portanto.
Resta-me ir saciando e assustando, depois, na balança. Graminha aqui, graminha ali e eis-me! A sério, há pecados que vieram para dar prazer ao mundo. A ele e a mim!
Gula a quanto obrigas! (Já tinha dito isto, não? Pois...)

quarta-feira, setembro 05, 2007

Pensamentos intemporais

Se não houver Deus, não pode haver alma, se não houver alma, então, Jesus também não é real”.

Madre Teresa de Calcutá, 1959

"O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem!"


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão alimesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia aspessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passívelde ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia serdesmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sãouma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea porsopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amorfechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor éamor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como nãopode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não sepercebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor éa nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amorque se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se podeceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso

terça-feira, setembro 04, 2007

Eça, com essa verdade!

"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista.É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por previlégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"

Eça de Queiroz, 1867, in "O distrito de Évora"
É também, ordinariamente, que existem verdades que não mudam nem com os tempos, nem com as vontades!

sábado, setembro 01, 2007

:/


OHHHHHHH NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOO!


Setembro voltou, implacável, outra vez.


Não gosto quando Agosto acaba. Quando, silenciosamente, finda mais um verão. E que Verão...


The end*

quinta-feira, agosto 30, 2007

Miminho

The Fray - How To Save A Life
Esta música é um miminho. Desses que me fazem bem ao ego.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Apetites


Num Verão que de típico só tem mesmo o nome, vai-me valendo este prazer. Os outros também, mas esses não têm imagem. Pelo menos não aqui, que me perdoem.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Existir com três palmos e meio



Dizem que não são as qualidades que decidem quem somos, mas antes as nossas escolhas.
Se escolhêssemos ao acaso, como quem larga migalhas ocasionalmente, então não seríamos capazes de optar, mas de somente existir por coincidência. Quantas e quantas vezes escolhemos às escuras, em prol de quase nada. Contudo, fazemo-lo porque sabemos que é imperativo abarcar alguma coisa. E é sempre mais fácil escolher no abstracto sem linhas traçadas, do que no concreto da existência.
Viver implica traçar trajectórias paralelas ou divergentes. Importa traçá-las sem grande alarido. Dar à alma o comestível dos dias e das noites e, subsistir, para além do ser.

Citando


"Os leitores são umas putas, amam-nos e depois deixam-nos!"
Saramago.

Ociosidade & Obesidade


Portugal é segundo país da Europa com o maior índice de obesidade entre os jovens. É esta a realidade nacional. E não é de estranhar.
Se há uns anos o fast food franzia o sobreolho de muitos, hoje parece perfazer a delícia de um jantar de requinte. Tem cada vez mais adeptos. É rápido, sabe bem e é pouco dispendioso. Parece perfeito. Parece. O pior vem depois.
A obesidade não é só um problema de cultura é também pessoal. Hoje os miúdos não são saudáveis porque, para além de muitas outras coisas, são descartados pelos pais e obrigados a desenrascarem-se sozinhos.
A rua deles é o hi5. É aí que preferem passar os seus dias. A net serve tantas e tantas vezes de almoço, porque para muitos quando se tem um pc à frente, net e diversão, o dia está feito. Porém, quando o mundo virtual não consegue suprir as necessidades biológicas e fisiológicas, serve uma sandes feita à pressão com qualquer coisa que haja no frigorífico e uma coca-cola. O jantará fará, depois, a mãe.
A juntar a tudo isto, são incentivados pelos pais a comerem sem regras e a não fazerem exercício, pois dá trabalho. Se o menino faz birra porque não quer comer sopa nem fruta, coitadinho é pequenino. Mas se for chocolate a mãe já dá. E quando assim é, milagres não se esperam.
Sair à rua para jogar uma futebolada com os amigos, andar de bicicleta, fazer parvoíces típicas da idade, parece coisa em desuso.
A falta de ritmo é um grave problema da actual sociedade. Educa-se para a facilidade. As crianças ficam excessivamente mimadas, intolerantes e inexperientes para a vida. E isso, não se aprende num pc à margem do mundo, mas na vida real. É preciso arranhar-se de vez quando, cair para se aprender a levantar sozinho. É preciso viver, urgentemente!
A ociosidade parece moda, num mundo em que ser obeso é cada vez mais banal.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Abdominais p'ra quê?!

Isto sim é comédia. Da boa. É capaz de ter feito mais efeito na minha barriguinha, do que dois minutinhos de abdominais!
Ora espreitem lá, que eu deixo.

terça-feira, agosto 21, 2007

segunda-feira, agosto 20, 2007

Post feminino


De facto há coisas que dão um jeitão inigualável. Os tampões são um bom exemplo. Sendo eu mulher, aproveito para agradecer publicamente esta invenção alemã, que revolucionou as mentes femininas, há mais de cinquenta anos, ao mostrar que estar com o período não pode nem deve ser inibição para muita coisa.
É por estas e por outras, que agradeço só ter dezanove anos e não oitenta e seis como a minha avó. É pena esta relíquia não ter chegado noutro tempo, assim como era igualmente penosa a ociosidade da sociedade com assuntos naturalíssimos como é este da menstruação.
Obrigada! Sem este maravilhoso objecto, já tinha perdido alguns dos prazeres do mundo.
P.s: O.b, do alemão, Ohne Binde (sem penso)

Brutalíssima

Coldplay - Talk
Palavra de honra que esta música transcende o brutalíssimo. Vai inteiramente dedicada a ti, Miriam, que és quase tão louca como ela. Só não és tanto, porque és pessoa. =)

sábado, agosto 18, 2007

Pearl Jam - last kiss
Scorpions - Wind of Change
Hum... Hoje apetecia-me mesmo esta onda. Longe do mundo e perto de mim. De ti. De nós. Alinhas? =)

quinta-feira, agosto 16, 2007

Há coisas assim

mente

do Lat. mente

s. f.,

inteligência;
intelecto;
poder intelectual do espírito;
espírito;
tenção;
desígnio;
intuito;
memória;
lembrança;
concepção, imaginação.
de boa -: com boa intenção.

A minha anda a abarrotar de conceitos abstractos, que a serem passados para o papel, colocariam em causa a sanidade mental dita ortodoxa de qualquer indivíduo.

Coincidências chatas!

Quer dizer, com tanto dia que para aí há para chover, tem que ser logo em Agosto, precisamente no dia que uma gaja vai à praia.
É giro, é!

sábado, agosto 11, 2007

Modernices

Sexo sem amor. Só isso. Puro desejo e tesão. É isto que domina as apostas dos adolescentes hoje em dia.
Sacia-se a libido só porque sim. Não é que tenha objecção a isso, nenhuma mesmo. Afinal, esses são uns dos grandes prazeres mundanos e ainda bem. Contudo, uma mulher tem que ser minimamente difícil, senão não vejo piada nisso.
Se a sociedade é condescendente com esta libertinagem eu sou da opinião que nós jovens a devemos aproveitar, com conta peso e medida. O bom senso nunca fez mal a ninguém.
Desculpem-me a brejeirice, mas abrir logo as pernas na primeira vez que se está com um rapaz, isso, eu não concebo.

quarta-feira, agosto 08, 2007

=)

smashing pumpkins 1979
Hum, tão bonita!
P.s: Hoje deu-me para os video clips. Enfim, tem dias.

Bom. Muito bom.

Metallica - Nothing Else Matters(S&M)
Um clássico brutalíssimo que não me canso de ouvir.

terça-feira, agosto 07, 2007

Nota de rodapé

Há momentos em que todas nós precisamos de abarrotar de futilidades femininas. Depois, existem os homens.

Kayak


Este fim-de-semana, aqui a menina, entre outras coisas, andou dedicada à canoagem. Ou a uma espécie.
Gosto muito destas coisas. A sério que gosto. O que já não gostei tanto, ou não gostei ligeiramente, foi de beber uns litrinhos água quando o Kayak se virou. Interessante sim senhor. Mas, mais interessante que isso, só mesmo o facto de me doer todo o que seja ossinhos, músculos e afins.
Uma experiência a repetir, efectivamente. Apesar do jeito ser pouco, fica a intenção.

sábado, agosto 04, 2007

Mentes pardacentas

Ontem saí à noite como de outras vezes. Vesti uns calções normalíssimos e um top que foge muito pouco aos limites da ortodoxia. Coisa pontual em mim, de facto. E percebe-se porquê, é que os comentários indecoros saltam logo da boca destes jovens. Se uma pessoa anda quase sempre de calças de ganga e t-shirt, como é habitual em mim, ah e tal que não se veste femininamente. Se se veste nestes propósitos despem-nos com o olhar.
Epá, tenham dó.

É isto, é!


P.s: Daqui

quinta-feira, agosto 02, 2007

A aspereza dos azedumes não tem de ser necessariamente má!

O fim do mundo não é. Mas um abalo no ego, isso é inevitável. Ao adiar a vida, uma e outra vez, também se aprende. Digerindo também se vive. Acreditar que havemos de conseguir é imprescindível. Os olhares azedos e desconfiados podem arrefecer a alma, mas ela subsiste porque é imperativo. No mundo os resistentes estão aí para contar a história. Os outros, vão na corrente. Adjudicam-se ao lixo comum.
Baixar os braços nunca, desistir ainda menos. Os insucessos só destroem quem não tem vigor para aprender com eles. Estarei lá, outra vez. Mas continuarei a existir para além disso. Parar é morrer.

Oh "fáchavôr"!

Mas quem é que diz ao Senhor Moniz, que o Batanetes não têm piada nem aqui nem na China?!
É que até a minha avó com três laranjinhas na mão a fazer das suas, tem mais pinta.
Era só uma nota.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Gosto desta

Regressei hoje de um quase paraíso e, nas rondas pelos blogs, descobir esta citação de Hermann Hesse.

"Compreender o mundo, explicá-lo, desprezá-lo, são coisas que poderão agradar aos grandes pensadores. Mas eu considero mais importante amar o mundo, não o desprezar, não o odiar nem me odiar, observá-lo, a mim e a todos os seres, com amor e admiração e respeito".

quarta-feira, julho 25, 2007

Em outras andanças....










E é isto. Amanhã. Vou respirar outros ares, pela Costa Vicentina. Excelentes praias. Vistas fabulosas. Creio que serão dias muito bons.
Agora, tenho de ir ali, acabar de preparar a tralha.
Até breve.
Beijos e abraços. =)

terça-feira, julho 24, 2007

(...)

Estavam ambos deleitados com a brisa da madrugada. O dia avizinhava-se quente com era habitual na época. Ela, aninhou-se nele e pediu um cigarro. Fumou-o até à exaustão, enquanto observava o seu reflexo na água da piscina. Deitados na relva, com as mãos dadas, pareciam clandestinos, como se fosse proibido respirarem.
Maria era esguia e já deixava transparecer sequelas dos dois filhos que trouxera ao mundo, em quarenta e dois anos de existência. O mesmo mundo que agora não lhe conhecia paradeiro. Era como se todos se tivessem esquecido que eles existiam. Não falavam, limitavam-se a ouvir a estar ali. Fecharam os olhos e nada mais existia. Quando ela os abriu, tinha passado um tempo que custou a precisar. Puxou Afonso para si, acariciando-lhe o rosto polido e a testa franzida que possuía há trinta e nove anos. Olhou-o nos olhos e perguntou-lhe:
_ Amas-me ou estás habituado a mim?
Ele, que olhava o céu ainda meio atónico com a inesperada abordagem, teceu um sorriso meio ingénuo, como se voltasse a ter treze anos. Olhou-a e proferiu.
_ Amo-te muito para além da libido que despertas em mim. Estamos há quinze anos casados, e nunca, por um segundo, foste meu compêndio. Creio que somos muito mais que uma vida a dois. Não penso em ti apenas quando fazemos amor, nem tão pouco esse amor está manchado pelos anos. Quando uma música passa é de ti que me recordo. Lembraste da primeira música que ouvimos juntos? Da primeira ida ao cinema? Da primeira carícia? Da nossa primeira vez? Dos risos aparentes? Das insónias por tanta coisa?
Lembro-me de tudo, com pormenores que o tempo não apagou porque te tenho a ti. Não sei se isto é amar. Sei que és a parte de mim que não abdico.
_ Será? sorriu Maria.
_ Shhhh, ouve o vento. E vamos juntos.

sábado, julho 21, 2007

Shhhhhhhhhhh!


Tenho andado assim. Às vezes a esquecer-me de respirar, outras a respirar-te. A viver. A suar. A sentir.
Numa quase plena paz, de quando em vez, estilhaçada pelos vidros de uma alma selvagem, deixada ao acaso. Só assim.
Shhhhhhhhhhhhhhhhh! Vou fechar os olhos e aninhar-me. Fugiste?
Eu caí a meio. Levantei-me. E agora sou mais eu. Sou só eu. Estou nua, com a alma despida como jamais. Tenho a pele molhada e a gotejar de tanto desejo de sentir tudo de todas as maneiras, e mais algumas se ainda ali estiverem quando estender a mão.
Onde compraste a alma? A minha já voou. Apanhas-me?

segunda-feira, julho 16, 2007

E esta, hein?

FEDDE LE GRAND
PUT YOUR HANDS UP FOR DETROID
Adoro este video clip. 'Tá castiço. E a música dá-me pica.

Finalmente!



Fééééééééééééérias

Fééééééééééééééérias

Fééééééééééééérias!!!

[Com a vida em extremo stand by, mas de férias. E é assim.]

domingo, julho 15, 2007

Há coisas que não se explicam

Jorge Palma - Encosta-te a Mim
Não sei porquê, mas a verdade é que esta música mexe comigo. Apesar de não ser fã do Jorge Palma, gosto desta. Gosto sim.

sábado, julho 14, 2007

Sete do sete de dois mil e sete



Sete do sete de dois mil e sete. Um pouco mais que um mero dia. Um dia cheio de emoções. Foram eleitas as novas sete maravilhas mundanas, e Portugal esteve sob olhares atentos dos quatro cantos do mundo. Cerimónia estrondosa, depois de se terem juntado os votos.
De facto, gostei de ver. E, apesar de não ser fã da tvi, devo dizer que está de parabéns pela cerimónia, pela festividade, pelos símbolos. Enfim, pela obra.
Com uma pena que quase que me pesa mais do que alma, não estive presente. Mas assisti com franco agrado.
Alguns dos monumentos mundiais em que votei, lá estavam, no topo da lista. Outros, surpreendentemente, também. Mas o povo é quem mais ordena. Relativamente às sete maravilhas deste nosso Portugalinho, fiquei um pouco apreensiva porque considero que o Convento de Cristo, em Tomar, seria um justo vencedor. Porém, só não o foi porque de facto não está, nem de longe nem de perto, tão divulgado como outros monumentos. E quem vota, fá-lo pela fama, prestígio e difusão da obra. E, nesse aspecto, ainda existe um longo caminho a percorrer. Contudo, todas as obras têm o seu encanto e importância e não duvido que todas as vencedoras foram um marco importante na construção do nosso povo, das nossas gentes.
Em jeito de alinhavo, queria só deixar uma nota aos artistas que passaram pelo fabuloso estádio da Luz, que estiveram altivos como urgia numa cerimónia deste carisma. À excepção daquela senhora pardacenta que assassinou os meus tímpanos e aquela fabulosa música.
Mas bem, quanto a isso, são vidas.
Como não há bela sem senão, por momentos até duvidei que estivesse em Portugal. É que parece que em Portugal se fala português, não sei bem. Mas parece que sim. Contudo, só de forma muito residual se iam soltando umas palavrinhas à zé-povinho. Ora, isto é deselegante e ofensivo para a cultura portuguesa. Quem não sabe português faça favor de aprender. É que quando vão a Israel, se calhar também não falam Chinês. Ou se falam, correm o sério risco de lhe virarem as costas. Cada cultura com os seus costumes, e há que saber respeitá-los. As legendas deveriam ter sido feitas para os outros povos que eram espectadores e que não estavam "em casa". É que assim até dá a ideia que os portugueses é que estavam em casa alheia, num país desconhecido que se comunica por meio de uma língua de todo estranha. Que maravilha, realmente!

P.s: Não foi por mero acaso que uma cerimónia destas ocorreu no estádio da Luz. Nos grandes momentos, exigem-se grandes locais.

quarta-feira, julho 11, 2007

Quando for grande também quero falar assim, com a boquinha cheia!


Há coisas que me dão um um certo pavor. É comum os adolescentes e gente mais crescidinha, exprimirem de boca cheia que ah e tal, eu amo este(a) e aquele(a).
“Ah Maria és tão gira, gosto tanto de ti!” “Joana amo-te, és tudo para mim!” “Afonso, nunca te esquecerei. Tens o meu amor para sempre!”
Epah, mas o que é isto?! Amar é tão vão na mente destas gentes?! Efectivamente não consigo perceber. Sou uma adolescente em fim de carreira, que nunca teve grandes pancadas para lamechices e outras coisas mais. Isso dá-me alergia. Mas, convenhamos, fazer promessas destas, amar e “desamar” no dia a seguir é de uma falta de gosto inconcebível para mim.
Não percebo estas mentes, que pedem muito pouco das coisas, da vida. Das relações, de tudo. Mas se calhar sou eu que peço em demasia, ou que meto excessivamente de mim naquilo que faço. Não sei. O que sei é que não solto sentimentos destes que são flácidos e destituídos, para parecer bonita só porque os outros lêem/vêem e sugerem coisas profundas.

Tenham dó, que eu vou só ali ver se respiro um bocadinho.

Até já.

Momentos de vida.



U2-With or Without you
Há músicas que oiço. Volto a ouvir. E ainda meto no replay.
Esta é, sem dúvida, uma delas.

segunda-feira, julho 09, 2007

Festa dos tabuleiros





Este fim-de-semana foi assim por esta cidade. Depois de quatro anos, houve, novamente, festa dos tabuleiros em Tomar. Uma tradição que dura há séculos em honra do Espírito Santo, e que conserva alguma margem de originalidade desde os seus primórdios. Eu estive lá, a participar como gente crescida pela primeira vez.
Sensivelmente meio milhão de pessoas de olhos postos em seiscentos e poucos tabuleiros. É muita gente mesmo, numa cidade que esteve a rebentar pelas costuras. (À saída estive literalmente em hora de ponta. Se me metesse a pé, chegaria primeiro que o carro a casa. Ou quase.)
Valeu a originalidade dos espectadores que arranjaram os sítios mais inesperados para se albergarem. Bem-haja!
Algumas caras conhecidas outras nem tanto. Resistência até ao último passo com o tabuleiro na cabeça, como aliás, urgia. Ruas enfeitadas de fio a pavio. Vento com fartura. Muito sol. Aplausos e gritos de ordem incentivadores. Presenças ilustres e muita festarola. Efectivamente, nunca ninguém esteve tantas horas à minha espera... =)
Foi giro. A repetir, quiçá, numa próxima vez.

sexta-feira, julho 06, 2007

Três dedos de prosa


Hoje estou azul, amarela, vermelha, preta. Enfim, multicolor.

Ando a digerir esta tamanha azia.
...Fdx!...

Há dias assim, azedos. Dias não. Situações.

E era só.

quarta-feira, julho 04, 2007

Pequeno grande pormenor


O Verão é p'ra quando? É que isto não lembra ao diabo.

domingo, julho 01, 2007

Citando

"A piada de uma relação está em ser-se fiel, o resto toda a gente consegue."

Gosto particularmente desta citação. Gosto sim senhor.

sexta-feira, junho 29, 2007

Coisas giras!

Resumo do meu estado físico:
Escoriações ligeiramente doloras em tudo o que é articulações, músculos e afins. Sim, ligeiríssimas. Moderadas, portanto.
Feridas interessantes das quedas aparatosas.
Dificuldade em tudo o que implique movimentos. Aqueles ditos normalíssimos.
E coisas assim.
Estou bonita, estou, estou.
Isto de andar a saltar muros, e a fazer corridinhas como se fosse uma égua de competição, deixam uma gaja que é uma beleza. Mesmo ali... no ponto.
Upa, upa!

terça-feira, junho 26, 2007

Queca e lazer

Existem diversos tipos de objectivos. Aquele que é mor nos homens crescidinhos, quando conhecem uma menina igualmente crescidinha e bem apessoada, ou nem tanto, é levá-la para a cama. Sendo que o “crescidinha” tem diferentes graus de aceitação.
Porventura, nem todos eles. Mas, de certeza que há uma quantidade significativa que figura para além da excepção à regra. Portanto, os Homens com H, que perdoem as minhas palavrinhas.
Ora, acontece que os meninos nos dias que correm, têm um poder especial de dialéctica que, a bem dizer, dá um toque perfeito àquele ar de figurino desejado. Fora esses, quando eles não são propriamente avantajados das proporcionalidades cobiçadas, normalmente são doutorados em discurso, nitidamente falacioso, mas que as moçoilas pouco atentas e com personalidade flácida, aderem com uma facilidade extrema. Ao que eles esfregam as mãos de contentes.
Depois, há ainda os bananas. Esses que, nem têm poder discursivo operacional, nem tão pouco devem um tusto aos paizinhos na hora da fecundação. Às vezes são boas pessoas. Ponto.
Adiante. Eles querem coisas sem compromissos, elas gostam de emotividade. É quase sempre assim. Quase. Para um homem é mais fácil uma noite de pura queca, só porque lhes apetece comer uma gaja e acabar num banco de trás no auge da testosterona. A sua natureza assim o dita e a sociedade é condescendente. Dão primazia ao prazer. Somente isso. É fácil envolverem-se com uma menina porque ela é bonita e porque gostam de ter uma colecção significativa de amigas das amigas, às quais já deram a volta. Eles fodem porque sim. Não estão muito virados para ah e tal, amor. Depois, traem com uma facilidade extrema, mais depressa do que o tempo que uma dessas senhoras da elite, demora fazer um botoxe. Mas meus amigos, a piada está em ser-se fiel, o resto toda a gente consegue. Quando não gostam, no verdadeiro sentido do termo, mas a moça até nem lhes é indiferente, fazem fitas ao perceberem que estão a ser tratados com indiferença, aliás como merecem. Sentem que a atenção que lhes é dada é posta em causa, e ficam de beicinho pendurado. Telefonam, mandam mensagens com boquinhas e propostas indecorosas, só porque sentem que o seu bibelô de estimação, corre risco de não estar mais ali à disposição do amo quando ele muito bem quer e lhe apetece. Eles, quiçá, apaixonam-se por uma mulher depois a terem conseguido levar para a cama. Raramente, muito raramente, é o inverso que prevalece. E se não conseguem à primeira, insistem porque lhes dá pica verem até onde elas resistem. Fazem disso um jogo de diversão até saírem vencedores com o Óscar de mais melhor bom.
Ora, quanto a elas, normalmente, e frise-se o normalmente, o cenário é um pouco diferente. É muito mais fácil apaixonarem-se por um homem sem terem tido, à priori, nada com ele. Se calhar falamos mais uma vez de natureza. Não sei. Podem até rejeitar um convite, porque tem outro na cabeça e não lhe parece correcto. Não sei, sinceramente, até que ponto essa atitude é a mais coerente, mas já a vi acontecer tantas vezes que lhe perdi o conto. Parece um bocadinho a tragédia de Édipo, mas quase nunca falha. Aqui, falamos, mais uma vez, da sociedade.
Se, numa noite um homem se relaciona com duas mulheres ou anda com duas ao mesmo tempo, os amigos logo reafirmam que ah, isso é que é de macho! Se for uma mulher é logo intitulada de grande puta! Logo aqui, a sociedade discrimina desmesuradamente. Mas, quer num caso ou outro, é de uma falta de carácter insuportável.
Portanto, e porque já me estou a alongar em demasia, para eles é mais fácil ter uma relação de uma noite e descartá-la no dia a seguir. Como dizem os Expensive Soul: “Para mim é uma queca, para ti é lazer/ É só esta noite, depois disso acabou/ Amanhã dou de fuga e tu não percebes porquê.”.

Xutos... eternos xutos!



Xutos e Pontapés - circo de feras

segunda-feira, junho 25, 2007

A avó dos meus irmãos foi hoje a enterrar.
Estas cerimónias, deixam-me sempre a mente artilhada de um invólucro que custa a digerir. Muito mesmo.
E hoje foi, especialmente, esquisito.

domingo, junho 24, 2007

Homens, esses seres tão estranhamente abonados!


Homens, homens… esses animais tão estranhamente abonados!
Só esta pequena elucidação, daria azo a especulações tacanhas. Ou nem tanto. Seja como for, hoje apraz-me dizer destas coisas.
Portanto, aqui ficam alguns factos:
Abonados porque a sociedade os favorece.
Abonados porque nos dão a volta com pinta (às vezes!)
Abonados porque são cabrões e ninguém lhes chateia a cabecinha.
Abonados porque reclamam atenção, mas são incapazes de a retribuir dignamente.
Idem.
Dass, pah!!!
Mas sobretudo abonados porque nos têm a nós mulheres.

sexta-feira, junho 22, 2007

As vans dão-me revolta intestinal!



Ora o relógio roça quase ali na uma da manhã. Antes de ir dormir, queria deixar só a seguinte frase:
CHACINA ÀS VANS!
Ah pronto, acho que era isto.
Agora já posso ir. É que tava engasgada e tossir de noite é chatinho.

quinta-feira, junho 21, 2007

Telegrama


Queria escrever, ponto.
Mas tenho preguiça, reticências.

terça-feira, junho 19, 2007

Era só uma coisinha...


... tenho os olhos semiabertos a mendigarem sono. As sinapses no auge do suplício. O corpo dormente e a mente hibernada.
E é assim. Esta semana é chata. Muito chatinha!

domingo, junho 17, 2007

Exames e outras tantas coisas mais


Esta semana foi inteiramente dedicada ao estudo. Ao desgaste de passar pelas mesmas páginas, pensando que daria um jeitão haver micro chips clandestinos algures na mente.
Houve permissões, esporádicas, para me lembrar que a vida é lá fora, longe das paredes do meu quarto e do marcador que serviu de risco para o aglomerado de coisas que vão ser postas à prova.
O cérebro anda a mil. Contas e mais contas, dessas que fazem uma certa comichão ao ego. Tentativa de empinanço de teorias, factos e outras coisas mais. Tantas que me trocam as voltas às sinapses.
Arranca amanhã a primeira fase dos exames nacionais. Lá estarei. Português está mais do que feito, mas pode melhorar.
Amanhã é desporto, quinta-feira é o exame de matemática. Vou a ferro e fogo. Com a artilharia possível e imaginária. Na tentativa de arrancar da pauta, mais do que uma nota, mas um adeus premeditado àquela escola, na busca de outra. De outras, porventura. De mim. Do mundo. De tanta coisa...
Ao menos o tempo está, estranhamente, fresco. Ainda bem.
A todos os que partilham desta pressão de uma maneira ou outra, aqui fica o meu apreço. Vamos lá derreter com isto.



P.s: Este post vai inteiramente dedicado a ti, Dani! =)

sábado, junho 16, 2007

Projectos desses que valem a pena

A propósito do sentido lato da palavrinha, solidariedade, a minha escola organizou, há uns dias, uma coisa nunca antes vista por aquelas paredes. Ora nada mais, nada menos, do que um concerto para angariar fundos para um ex aluno que devido a um acidente, foi atirado para uma cadeira de rodas.
Com a adesão estrondosa de todos os que quiseram/puderam pagar cinco euros de entrada para ver algumas bandas que costumam animar as noites das aldeias, reuniu-se uma boa quantia.
Ontem por mero acaso, vi o miúdo lá na escola. A cara é-me, de todo, familiar. Nunca privei um diálogo com ele. Nunca calhou. Mas ontem, reparei que as mãos estavam mais curvas do que o habitual, analogamente às costas. Enquanto falava com os professores, os olhos dele percorriam aquele espaço que os pés devem conhecer de cor.
Espero, sinceramente, que voltem a conhecer. Um bem-haja a toda a gente que tornou possível esta causa. Acho que é daquelas coisas que valem a pena e que ressuscitam, de alguma maneira, a esperança num mundo melhor.

sexta-feira, junho 15, 2007

Ah ganda MIRIJIAM!

Há bocado, numa conversa banal ao telefone, uma amiga dessas que valem a pena, fez-me soar aos ouvidos o seguinte:

"Preciso urgentemente de um namorado, mas não é para gostar dele, só para f....!"

Enfim, só esta pérola de miúda me faz soltar gargalhadas em público, dessas que ferem a susceptibilidade alheia!
ÉS A MAIOR!
Tenho dito... :D


Simon Webbe - After All This Time
Uma música.
Um cantinho.
Momentos.
Pessoas.
Uma vida, ou quase.

quarta-feira, junho 13, 2007

Em dia de Sto António... PARABÉNS MÃE!!!

Mãe há só uma. A minha faz hoje anos.
Tive o privilégio de passar o dia com ela. Almoçámos num restaurante especial em família, à medida dela e da grande pessoa que é. Depois, passeámos por sítios que outrora foram reais e que hoje estão submersos numa realidade que roubaram à gentes que lhes davam vida. Descobri imensas coisas, aprendi outras.
Mas, sobretudo, dediquei o meu dia à pessoa que se dedica a mim há dezanove anos, sem excepção. Foi inteiramente merecido!
Um enorme beijinho para ti, mãe!

terça-feira, junho 12, 2007

O gosto de viver


A minha avó tem oitenta e seis anos. Pesam-lhe os olhos azuis, húmidos, de quando em vez. Notam-se rugas que já foram sorrisos desmedidos. Tem as mãos ásperas e corroídas pelos anos de labuta, e alguns ossos que, só voltaram a estar unidos, pela teimosia de continuarem a suster o corpo. O seu rosto está polido e cansado de olhar o horizonte, sempre com a perspectiva de quem espera um amanhã com incerteza de ele chegar. Tem medo que ele não chegue; o mesmo que lhe faz tremer a vista. Tem medo. Muito. Sabe que se as pálpebras fecharem, levam consigo as histórias que ela trouxe ao mundo e roubam-lhe pedaços que o mundo lhe deu.
Aqui no campo sempre foi assim. Respira-se muito mais do que ar que nos invade os pulmões. Ela sabe bem que sim. Ninguém lhe ensinou, mas sabe. Talvez seja isso que procura quando se perde no meio das ervas, se senta sobre elas e vagueia, com um raminho na mão, por um outrora que agora é só memória. Perde-se nessas viagens e quando a chamo, custa a responder. Não sei o que recorda, talvez os comprimidos lhe tragam a adrenalina e o gosto de relembrar o perdido. Gosta de fotografias, e de outras tantas coisas banais, talvez por lhe apaziguarem o esquecimento.
O coração já bate a medo, com a impiedosa certeza de que o som que ele lhe traz, a conta-gotas, será eco quando ninguém esperar ou quando toda a gente desesperar. Mas ela teima. Não pára. Quer mexer e remexer a terra que a viu nascer. Quer fruir com o suor que lhe escorre pelas estrias dos três filhos que trouxe ao mundo, e com o sufoco do marido que enterrou há largos anos. Mas continua. Sempre o fez. Mais ou menos coxa.
A dimensão deste peso, poderia exceder qualquer bengala, que lhe carregasse as peripécias de uma vida inteira por contar.
Só não corre porque as pernas têm um peso insuportável. Mas sei que fecha os olhos e voa. Trava uma batalha diária para acordar da noite em que se deitou na véspera.
Sonha muito, às vezes acordada outras vezes nem tanto.
Está-me, impreterivelmente, no coração. No mesmo que bateu, bate e baterá; inúmeras vezes, pasmo das certezas que lhe encontra.

sábado, junho 09, 2007

Verdades "verdadinhas"

"Ensina-lhes que sejam valentes, para um dia virem a ser julgados como covardes!
Ensina-lhes que sejam justos, para viverem num mundo onde reina a injustiça!
Ensina-lhes que sejam leais, para que a lealdade, um dia, os leve à forca!"

In Felizmente há Luar.

sábado, junho 02, 2007

Dueto desses que valem a pena



Mafalda Veiga e Jõao Pedro Pais: ''Paciência''
Há músia portuguesa que vale a pena ouvir. Também temos coisas boas. Este dueto é um exemplo.

sexta-feira, junho 01, 2007


Estou, assim, à espera. De uns instantes arrancados a quase nada. A ti. A mim. A tanta coisa. Talvez até a uma imensidão de pedaços amputados, que parecem inteiros. Só não o são, porque não estás lá.
Parece que tudo vai num sopro, só porque o pensamento me leva para tanto lugar. Poderei ser movediça, mas rejeito arrastar-me. Não quero ir sem causa. Para isso, prefiro ficar sem motivo num qualquer pôr de sol. Por aí. Sabe Deus onde, provavelmente em lugar nenhum. Só ao prazer das imagens que correm velozes, acenando-me numa despedida fortuita. Deixá-las ir é imperativo. Ficar é necessário. Respirando, também se sente muita coisa. Tanta que lhe perco o conto.

quinta-feira, maio 24, 2007

Laura e Diogo, possuíam amigos comuns. Numa tarde primaveril, acabaram por se cruzar. De conhecidos rapidamente se tornaram amigos. De amigos evoluíram para companheiros. A partir daí, a vida encarregou-se de os juntar.
Conheciam-se um ao outro de forma verdadeiramente genuína, porque tinham uma coisa em comum, talvez a única, não abdicavam da sua liberdade. Ele aventureiro. Ela pouco dada a novas descobertas.
Estavam, agora, casados há oito anos. Não tinham filhos, por opção. Tinham concordado dar prioridade à carreira e um dia, quem sabe, pensariam nisso. Debatiam coisas banais, discordando da maior parte, mas entendiam-se como ninguém. Nutriam entre si um respeito sólido. Respeitavam o espaço de cada um e deixavam-se respirar mutuamente. Ambos bonitos e inteligentes.
Numa tarde, Laura chegou a casa e procurando, em vão, por Diogo, apenas encontrou umas linhas, meio esborratadas, numa folha solta em cima da cama.

Querida Laura, há momentos na vida em que nos perguntamos se somos felizes. Acenamos a nós mesmos, num gesto fortuito para nos tentarmos convencer que sim. Mas sabemos que não. Pelo menos não tanto como desejaríamos. A felicidade não pode ser feita de metades, que sabem sempre a pouco. É preciso tudo. O inteiro.
O nosso casamento foi a melhor coisa da minha vida. Mas, minha querida, quero mais. Não tem a ver contigo, porque sempre foste uma companheira exemplar. Tem, somente, a ver comigo. Aos planos que sempre me habitaram, e que pensei ser possível deixar para amanhã. Hoje decidi não adiar mais, para não morrer, anestesiado de mim e esvaindo-me aos poucos, gota-a-gota. Sufocar-me-ia de tanto desejo.
Não me esperes. Talvez um dia volte, com feridas abertas e cicatrizes feias. Talvez. Não sei. Por agora, quero deixar ferir-me. A dor é passageira, e a vida movediça.
Não duvides que te amo. Por isso, não vou embora com ninguém. Nem poderia. Vou, somente, por mim. Por ti. Por nós. Vou só ali, voar nas asas do amanhã. Numa rota não traçada e deixada ao acaso.
Quero mais de mim. Quero ser eu, sem amputações. Procuro-me, e deixo-te espaço para que te possas achar: a ti e à felicidade de que és merecedora.
Desculpa, se é que me é permitido dizê-lo.
Um beijo.
Diogo
.”

Quim Barreiros na versão sofista

Deixo-vos a grande frase deste senhor:

"Façam filhos!"

Sim, a malta faz e ele dá-lhes a papinha e afins. Negócio fechado.