quinta-feira, janeiro 04, 2007

A passagem de ano teve destas coisas

Muita festarola, borga até mais não, água que nunca mais acabava e outros afins. Estas são palavrinhas que encaixam na perfeição no arranque de mais um ano. Diferente, é verdade. Meninas e meninos, lá fomos nós rumo à Nazaré, quando a tardinha já pairava – é que o almoço foi coisa demorada, mas calórico e bom como grande parte dos actores do Tróia – Bom, o que interessa é que fomos e até chegámos em coisa de uma hora e piques. Era lusco-fusco quando poisei os sacos num beliche, que não cheguei a experimentar verdadeiramente, pirando-me depois até ao terraço do dito alojamento. Coisa gira, sim senhor. Já havia um grande alvoroço lá em baixo, mas o jantar, esse, já as minhas narinas há muito o tinham denunciado. Cheirava a carninha da boa e marisco apetecível. Depois, o paladar acabou por comprovar que a comidinha era isso e muito mais. E os doces? É que nem valeu a pena eu lhes ter feito, inicialmente, carantonha porque devem ter libertado assim como que uma espécie de ferormona e, portanto, uma mulher não é de ferro. Estavam efectivamente, no ponto divinal. Aquela voracidade toda durou umas duas horas e meia. Ai, ai paladar a quanto obrigas! Eu bem queria ter parado antes, mas o meu hipotálamo deve sofrer de alguma disfunção irreversível. Raio, já não há máquinas como antigamente.
Ao menos ainda estivemos a divagar pelos acontecimentos de 2006, ai tanto devaneio, meu deus! Recordações, suspiros, saudades, e muita risota à mistura com os ingredientes da jantarada. Após isto, já de barriga cheia e com uma enorme vontade de ir lá para fora participar da orgia festiva, com todos os protocolos que as gentes de boas famílias seguem, claro está, arrumámos tudo. Os senhores limparam a loiça e as meninas lavaram-na. Ficou tudo num brinquinho. Depois as meninas ultimaram os os adornos e os meninos fingiram que não, mas bem os vimos a tentarem intimidar o espelho da sala. No quarto, lá tive de dar uma mãozinha à d.cuvázia, porque se lembrou de trazer um top todo pomposo e tal, mas esqueceu-se do manual de instruções. Fiz uso do slogan: "Onde a Sara mete a mão, tudo tem solução" e a coisa resolveu-se. Claro que a malta ficou toda bonita e cheirosinha e pisgámo-nos, para só voltar quando o Sol, ainda com cara de sono, lá resolveu aparecer. Ou era ele que estava com cara de sono, ou éramos nós que estávamos acordadíssimos. Bom, mas isso são outras coisas.
Fomos embora, arrastados pela multidão. Devem ter combinado com aquela gente toda sair ao mesmo tempo, e ninguém me avisou. Lá fomos, descemos as escadinhas, as rampas, pisámos tudo o que era alcatrão e não alcatrão e, por fim, chegámos à praia. Como a minha avó diz: “parece que a galega tinha parido”. Tanta gente, que naturalmente tive de pôr os olhos em operacionalidade plena num raio de alcance considerável, para confraternizar acerca dos fenótipos da zona envolvente. E, diga-se de passagem, eram muitos. Ainda bem, assim é que é bonito, a gente agradece.
Eis senão quando, foi meia-noite. Houve champanhe daquele doce, que é bom e eu gosto, para todos e em todo o lado. Fiquei impregnada desse dito sumo. Enfim, depois houve fogo de artifício, e eu lá me redimi.
Conclusão, ficámos na praia até o sol raiar. Com muita borga, muita areia, muita galhofa. E, sobretudo, com bons amigos. Boa malta e malta boa. Já de manhãzinha, regressámos a casa para tomar o pequeno-almoço, coisa que não fiz porque me estiquei em cima da cama e só me levantei para almoçar. Epah, foi giro tanto que até gostei e era cachopa para repetir para o ano. Veremos.

Um comentário:

atalmijinha disse...

pois...a minha presença evitou se mas quem ia advinhar que no ano novo não ha um autocarro para levar me ao meu destino! Mas estou com muito contentamento a verificar que o teu ano novo foi uma verdadeira festa para os sentidos! Para a proxima levas me: ao colo, na mala ou então de veiculo a tracção animal lol adoro t miga